A anedota da semana só pode ser mesmo o anúncio da candidatura presidencial de José Maria Martins, o advogado de Carlos Silvino no célebre processo Casa Pia.
Para compôr o ramalhete só faltam os anúncios de Manuel Monteiro e - uma vez mais - de Manuel João Vieira, o vocalista dos Ena Pá 2000.
Portugal cada vez mais transformado num país de anedotas.
A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e o primeiro-ministro, José Sócrates, foram vaiados na Figueira da Foz, por professores que se manifestavam contra a política educativa do Governo.
Com mais um caso de manifesta má-educação se comprova o estado deste país. Que exemplo transmitem estes educadores aos seus alunos? Que moralidade têm para exigir doravante um comportamento correcto aos seus discentes?
Quando as corporações vêem os seus interesses serem postos em causa, começam com as arruaças desestabilizadoras do costume...
Com uma atitude grosseira inqualificável se perde a possibilidade de ganhar a maior Câmara Municipal do país...
Que fique o aviso para outros!
O frente-a-frente televisivo que ontem teve lugar na SIC Notícias, entre os dois principais candidatos à Câmara de Lisboa, segundo consta, teve um desfecho muito pouco edificante.
No seguimento da crispação evidente durante todo o debate, já no final do mesmo, Carmona Rodrigues aproximou-se de Manuel Maria Carrilho, estendendo-lhe a mão para o cumprimentar, mas este recusou o aperto de mão.
«Ordinário», foi a forma como o candidato apoiado pelo PSD apelidou Carrilho pela atitude adoptada, depois deste lhe ter voltado as costas.
Tudo isto é tão baixo e tão rasca, que nem merece qualquer comentário.
As próximas eleições presidenciais prometem ficar perpetuadas nos manuais de estratégia política, sobretudo pela postura dos principais candidatos, uns assumidos, outros putativos.
Enquanto Mário Soares se assumiu – inesperadamente – como recandidato presidencial, o mais aguardado de todos – Aníbal Cavaco Silva – gere os seus timings cirurgicamente e remete-se a um cuidado silêncio.
Correndo o risco de incorrer num desgaste prematuro, Soares vai tentando levar a água ao seu moínho, explicando os motivos da sua recandidatura perante a estupefacção geral, não escondendo ainda nervosismo e ansiedade pelo silêncio de Cavaco. Este, remetendo o anúncio da sua candidatura para o período seguinte à realização das eleições autárquicas, preservar-se-á já que não vai seguramente sofrer uma exposição exagerada durante o turbilhão da disputa eleitoral pelas autarquias. Por outro lado, vai meticulosamente produzindo artigos de opinião e participando em palestras que o libertam do colete partidário.
Enquanto Soares se foi, nestes últimos anos, colando exageradamente à esquerda com opiniões demasiado radicais, Cavaco foi-se posicionando numa avisada equidistância, temperada pela dose certa de moderação. Ora, se a grande massa eleitoral que sustenta os dois partidos de ambos muitas vezes se confunde, Soares tende assim a perder apoio junto da mesma.
Quanto a mim, Aníbal Cavaco Silva, sem ter sequer anunciado a sua candidatura presidencial, nunca esteve tão perto de Belém como agora, muito por força do contributo dos tiros no pé, dados por Soares.
Confesso a minha estranheza pela forma como o velho animal político aparentemente perdeu todo o seu valioso killer instinct.
Manuel Maria Carrilho deu hoje - finalmente - um ar da sua graça, com uma bela entrevista à TSF.
Com objectividade, rigor e sensatez, apresentou um rol de ideias para resolver os problemas que afectam Lisboa, os quais finalmente o colocam como sério candidato a ganhar o estatuto de edil de Lisboa, no próximo mês de Outubro. Pelo menos, na minha opinião.
Em oposição a um Carmona Rodrigues, bem-educado e polido, é certo - mas demasiado tecnocrata e titubeante na sua postura - junta-se Manuel Maria Carrilho a José Sá Fernandes, no grupo dos candidatos mais esclarecidos e mais identificados com a realidade da capital.
A postura de bebé chorão começa mesmo a fazer escola na vida política portuguesa...quer sejam políticos a sério - como é o caso de Manuel Alegre - quer sejam aprendizes de tal, como outros que para aí andam nuns novos projectos à procura de tacho.
Na implosão do Velho Regime, em Portugal, houve manipulação da classe militar por parte dos Estados Unidos, da União Soviética, do PCP e da Maçonaria.
Nestas movimentações bizarras - a que agora assistimos - por parte dos militares, quem é que desta vez estará por trás?
Segundo uma sondagem da Aximage, pela primeira vez em seis meses de governação, José Sócrates não consegue uma nota positiva, ficando-se pelos 8,8 pontos, numa escala de 0 a 20.
Ao contrário de muitos, para mim este é um forte indicador de que este governo vai no bom caminho: governa para resolver os problemas do país e não para ser agradável.
Basta ter a coragem - como é o caso - de afrontar os direitos e os privilégios de uma imensidão de funcionários públicos para se descer nas sondagens.
Definitivamente, o estilo de governação de Sócrates é antagónico daquele a que Guterres - infelizmente - nos habituou.
O CDS vai concorrer a cerca de 250 concelhos nas eleições de 9 de Outubro, com o objectivo de "aumentar o número de autarcas e contribuir para derrotar o PS", segundo os seus dirigentes.
Trocando por miúdos, esta frase quer dizer que os democratas-cristãos se querem assumir definitivamente como um partido-muleta do PSD, cujo principal objectivo passa por derrotar os socialistas em vez de se afirmarem com convicções de vitória: mais do que ganhar, querem derrotar...
Enfim!
"Em nenhum outro mandato autárquico em Lisboa se fez tanto trabalho como no meu, apesar da contenção financeira e da atribulação política".
Pedro Santana Lopes
"Cessarei funções a partir da meia-noite de hoje e, a partir do segundo seguinte, estarei disponível para exercer o cargo de deputado na Assembleia da República"
Pedro Santana Lopes
A partir da meia-noite de hoje, Lisboa pode voltar a sorrir...

A propósito da incompetência demonstrada no processo relativo ao furacão "Katrina", o qual fustigou New Orleans, e depois de ler tantos disparates e autênticas "diarreias" mentais na blogosfera cá do burgo, gostaria de ver - de uma vez por todas - se alguns patetas inúteis bolorentos de Direita, aspirantes a imitadores de neoconservadores norte-americanos, entendem isto:
É POSSÍVEL SER-SE PRÓ-ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA E PARALELAMENTE SER-SE CRÍTICO DESTA ADMINISTRAÇÃO LIDERADA POR BUSH.
Só mesmo uns quantos diplomados em patetice aguda confundem ambas as coisas; aliás, esses são os mesmos que têm tiques tão absolutistas que para eles a nação e o governo são conceitos indissociáveis. Só que isso acontece apenas nos regimes de partido único, meus caros. Eu sei que alguns de vós ainda não descobriram que existe uma palavra chamada Democracia, mas caramba...
Aliás, se existem tantos milhões de cidadãos norte-americanos claramente em oposição às políticas adoptadas e executadas pela equipa liderada por Bush, será que esse facto os torna anti-EUA?
For God's sake!
António Costa, ministro da Administração Interna, anunciou o fim da época oficial de incêndios florestais, passando esta a estar o ano inteiro em alerta.
Fez ainda saber que o Governo pretende desenvolver um sistema de protecção e vigilância, um corpo de bombeiros do Estado e dotar o Estado de meios aéreos permanentes de compra ou de aluguer através da aquisição de quatro aviões pesados e dez helicópteros.
Parece que afinal, ao contrário do que muito boa gente (e outra não tão boa) defende, este Governo também sabe agir - e decidir - rapidamente e de forma acertada.
Luís Marques Mendes recusou hoje comentar as declarações que Valentim Loureiro fez sobre ele, nomeadamente, «um líder fraco sem dimensão política».
A um major ressabiado, prepotente e pouco polido, a resposta adequada: o silêncio!
Mas será que com tantos problemas de carácter económico existentes em Portugal, o ministro da tutela não tem nada mais importante para fazer?
Lá que o "outro" tenha muito tempo e também grandes preocupações em querer ser simpático aos contribuintes do seu partido - residentes em Braga - é uma coisa, agora fazer o ministro perder tempo com sede de protagonismo é outra...
Um reminder grátis ao tal "gordito", de uma frase escrita pelo seu amigalhaço a quem não deram tacho:
"E quem não sabe escrever nem pensar...cita!"
Pode parecer uma questão de somenos, mas por que motivo - neste país do formalismo bafiento - todos se referem reverencialmente a Cavaco Silva como "professor" e quando falam de Francisco Louçã, nunca usam esse termo, nem sequer "doutor"?
Tanto um como o outro são professores universitários e tanto um como o outro são licenciados e doutorados em Economia.
Dois pesos, duas medidas?
"O investimento no Parque Mayer não se justifica. O teatro de revista teve o seu apogeu mas foi um ciclo que terminou."
Maria José Nogueira Pinto
Por muito que não sejam palavras simpáticas para muito boa gente, pelo menos a candidata centrista tem a coragem de afirmar - frontal e inequivocamente - algo com que muitos concordam, mas que publicamente não assumem, receando prováveis custos eleitorais.
Olhando com atenção para a disputa eleitoral que se vem travando pela conquista da Câmara Municipal de Lisboa - e que seguramente aumentará de tom nos próximos tempos - assistimos a quê?
A um candidato socialista - Manuel Maria Carrilho - que se propõe "mudar Lisboa", criando um jardim em cada bairro e dando prioridade nos estacionamentos aos residentes . De resto, não se vislumbra outra ideia concreta que vise resolver ou atenuar os problemas com que diariamente os lisboetas se debatem.
Carmona Rodrigues assegura pretender "dar a cara" pela continuidade do trabalho encetado por Pedro Santana Lopes, ou seja, ausência de planeamento, ostracização de conceitos de reordenamento, em prol do esbanjamento, das obras megalómanas e da preponderância da forma sobre o conteúdo. Certas tríades agradecem...
Restam os candidatos apoiados pelos pequenos partidos, com algumas propostas válidas e uma ideia de cidade bastante aceitável, mas sem força eleitoral para fazerem vingar os seus manifestos.
É pena, porque a minha cidade merecia mais. Bem mais.
Em onda de se apontar o dedo, Ribeiro e Castro acusou o Governo do PS de ter acabado com a retoma económica que se verificou nos primeiros meses de 2005, levando o país à estagnação.
Parece-me que o novo líder centrista tem passado demasiado tempo em Bruxelas ou anda a estudar muito à pressa os dossiers nacionais, nas suas viagens de regresso a Portugal.
Tanta demagogia faz-me lembrar outros partidos e outros políticos...
Ribeiro e Castro parece cada vez mais um aluno cábula que vai a oral e como não estudou nada "atira" umas frases para o ar para ver se dá para "passar" de ano.
Provavelmente reprovará...
Marques Mendes acusou hoje o Governo de estar a preparar-se, «à socapa», para autorizar a venda da TVI - da Media Capital - aos espanhóis do Grupo Prisa.
Desde que promova uma maior qualidade do canal e dos respectivos conteúdos, já ontem era tarde para essa tal venda.
A qualidade não tem nacionalidade...e nestes casos não devemos ser meramente patrioteiros.
Em breve neste blogue, uma novela política de ficção (...ou não), sobre o "gordinho", personagem caricata que tinha tacho numa junta de freguesia, como independente pelo PSD, piscava o olho ao CDS e não enjeitava participar na fundação de um novo partido.
Tinha também uma mania patologicamente incontrolável: promover e incentivar chamadas telefónicas anónimas a intimidar e a ameaçar quem - ao contrário dele - não era carneiro e tinha um cérebro.
Ah, e adorava lamber botas...
Fetichismos!
Um dia o feitiço virou-se contra ele.
Francisco Louçã é o candidato do Bloco de Esquerda nas eleições presidenciais de Janeiro. O seu nome foi ontem proposto à Mesa Nacional para um acto eleitoral no qual os bloquistas não pretendem desistir.
Mais uma vez se confirma um dos males da política portuguesa: é um "feudo" que não se renova, onde os actores são sempre os mesmos, mesmo em partidos jovens e que defendem discursos de ruptura!

The Houston Astrodome
Afinal, parece que a incompetência e o laxismo também são conceitos globalizados.
A todos nós, portugueses que tanto gostamos de nos autoflagelar, fica a prova de que mesmo na maior potência mundial se cometem erros grosseiros, com evidentes custos para a população.
Elogios mais ou menos subtis a Mário Soares.
Ai Sorbonne, as coisas que uma cunha obriga a fazer...
Bien sure!

Confirma-se o que aqui tenho escrito: como não lhes deram o tacho agora desancam nas empresas municipais de Lisboa.
É a chamada dissonância cognitiva: desvalorizam aquilo que não podem ter...ou que não lhes dão!

"Oh tempo, volta pra trás
Traz-me tudo o que eu perdi,
Tem pena, e dá-me a vida
A vida que eu já vivi
Oh tempo, volta pra trás
Traz-me as minhas esperanças vãs...”
Atendendo à forma competente e discreta como decorreu este ano o processo de elaboração das listas de colocação de professores é fácil esquecermo-nos de uma ex-ministra chamada Maria do Carmo Seabra, não é?
Paulo Morais, vice-presidente e vereador do Urbanismo da CM Porto, hoje ouvido no Departamento Central de Investigação e Acção Penal, teve há uns dias a coragem de pôr o dedo na ferida, algo que muitos faziam em surdina mas que não assumiam de forma pública e objectiva.
No meio disto tudo, só lamento que o presidente dos "passarinhos" venha agora a terreiro, com uma descarada jogada demagógica, tentando - por um lado - lançar suspeitas sobre Rui Rio - e por outro - reclamar que ele já antes tinha denunciado o mesmo.
Haja vergonha na cara!
Infelizmente, parece-me que os abutres mestres da demagogia andarão sempre a pairar por aí...

Com a crise agravada pelo elevado preço do barril de petróleo, pode ser que finalmente a nossa incompetente classe política entenda a importância do investimento nas energias renováveis, algo que não foi descurado por outros países.
Nós, como andamos sempre no fim da carruagem, somos vítimas da própria miopia, sobretudo nestes momentos de crise.
E já agora, como parece que finalmente um governo - o do eng. Sócrates - acordou para o tema, apostem também nas vantagens do uso da biomassa, que talvez assim se aproveite o lixo e os resíduos das matas, reduzindo adicionalmente o risco de incêndios.

Aos patetas que criticaram a atitude adoptada pelo FCP em relação ao seu atleta Nuno Valente, relembro a cretina novela Miguel.
Só mesmo aqueles "exemplares" dirigentes que lideram o clube do bairro de Benfica conseguiriam o feito de pôr Miguel a ler um texto de pedido de desculpas aos benfiquistas, para logo a seguir o mesmo jogador afirmar que aquilo era tudo uma grande encenação e que tinha sido obrigado a tal...
Edificante!

Jerónimo de Sousa foi o candidato escolhido esta terça-feira pelo Comité Central do PCP para se apresentar às eleições presidenciais de 2006.
Ora aqui está o tal candidato-fantoche - pela esquerda - que procurará abrir caminho a Mário Soares.
Atrevo-me ainda a sugerir os próximos candidatos-fantoches que deverão anunciar brevemente as suas candidaturas:
BE-> Fernando Rosas
CDS-> Bagão Félix
PCTP-> Garcia Pereira
Andorinhas-> Manuel Monteiro
No final do dia, tudo se resume a Soares e Cavaco, mas enfim, todos merecem os seus minutinhos de glória.
Mas por que raio continua Carmona Rodrigues a caír na esparrela de dar notoriedade a uns zés-ninguém?
Será que todos aqueles que prontamente vieram a terreiro crucificar o candidato apoiado pelo PSD ainda não perceberam a jogada das "andorinhas" que querem saír muito imaculadas de tudo isto?
Quem é que andou a bater à porta de Sócrates antes das legislativas?
Quem é que andou a bater à porta de Francisco Assis, no Porto?
Quem é que andou a bater à porta de Carmona, em Lisboa?
E agora vêm esses "pãezinhos sem sal" dizer que não querem tacho...depois de o andarem a mendigar em todo o lado!
O PCP poderá apresentar uma mulher como candidata às eleições presidenciais, sendo que as dirigentes Maria Rosa Rabiais, Fernanda Mateus e Luísa Araújo são os nomes avançados.
Tenhp pena que não seja Odete Santos a escolhida porque seguramente daria um certo colorido e um tom mais irreverente a uma campanha que se arrisca a ser extremamente cinzenta.
Um dia destes, perguntava-me alguém que sabe que adoro política e que sempre me envolvi na mesma, qual era o meu maior arrependimento nessa área.
Respondi, sem sombra de dúvida, ser o facto de um dia ter tido a infeliz ideia de me juntar a um grupo que criou o Partido da Nova Democracia.
Decidir desfiliar-me do mesmo, de forma pacífica e discreta - após constatar a inutilidade do projecto e a divergência de ideias face aos demais - e a partir daí, ser alvo de ameaças anónimas por mail e por telefone, permitiram-me constatar que estive em certo momento, lado-a-lado, com alguma gente rasca, baixa, cobarde e inútil. Os típicos lobos em pele de cordeiro.
Aliás, nunca antes tinha tido necessidade de pedir a intervenção da PJ.
Mas como em tudo na vida, também com os nossos arrependimentos aprendemos e, sobretudo, passamos a ser mais exigentes na avaliação que fazemos do carácter alheio...ou da falta dele.
Afinal, nem tudo é mau!
José Sócrates:
«A exploração em torno das minhas férias tem sido demagógica, injusta e mesquinha. São ataques injustificados»
No país da demagogia de cordel, da rasquice e da baixeza, haja alguém com coragem!
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Manuel Alegre considerou ontem que as presidenciais devem ser encaradas com a filosofia de dar respostas aos problemas estruturais do País e advertiu que «os problemas não se resolvem com homens providenciais, nem de direita, nem de esquerda».
Com estas acertadas declarações do poeta socialista deu-se - oficialmente - início ao ping-pong entre Alegre e Soares: aceitam-se apostas!
Mário Soares garantiu ontem que se voltar a concorrer a Presidente da República será apenas por mais um mandato de cinco anos: «desde o início que é óbvio para mim que só pode haver mais um mandato».
Ora aqui está mais um, entre muitos motivos, para não "pôr" novamente o referido senhor no Palácio de Belém...

Alguém pode ter a gentileza de emprestar a Valentim Loureiro uma fita métrica para ele se medir? Pode ser que deixe de usar com tanta frequência - e em tom irónico - a palavra estatura quando se refere ao líder do PSD.
Alguém pode fazer o favor de dar estes dados a Carmona Rodrigues, candidato autárquico à maior Câmara Municipal do País?
Legislativas 2005 (Concelho de Lisboa):
PND -> 2072 votos (0.59%)
Europeias 2004 (Concelho de Lisboa):
PND -> 2430 votos (1,05%)
Deixo aqui um singelo conselho ao candidato apoiado pelo PSD:
Preocupe-se -e dê ouvidos - mas àquilo que é importante. Não perca tempo com ninharias!
Só mesmo neste país de muitos brandos costumes em caminhada imparável, rumo ao abismo, se pode aceitar de ânimo leve que uma foragida à justiça possa vir a ser candidata autárquica.
Aliás, se a senhora em questão se candidatar - e ganhar - assim como Isaltino e Valentim Loureiro, definitivamente perco qualquer réstea de esperança de que ainda existe um pingo de inteligência e de bom-senso nos portugueses.

Denunciar abusos cometidos pelo regime vigente em Cuba e a seguir vangloriar-se do deleite provocado por um charuto feito pela mão-de-obra oprimida e explorada desse mesmo país.
Se a demagogia pagasse imposto, algumas testas andavam todas carimbadas...

MANUAL DO BLOGUE ENTEDIANTE
Nesta blogosfera lusitana cada vez mais pujante, "há de tudo" como na farmácia.
No entanto, alguns blogues promovidos ao estatuto de incontornáveis por insondáveis razões, consolidam cada vez mais a sua faceta aborrecida, entediante e taciturna.
Para essa receita que causa inevitavelmente profundos bocejos a quem os lê, junte-se os seguintes ingredientes:
Inserção de fotografias de evidente produção caseira - com paisagens ou bichinhos - quando as cabecinhas frívolas não têm qualquer ideia ou inspiração para escrever o que quer que seja.
Poemas "copy/paste", de preferência da autoria de clássicos cá do burgo.
Artigos pescados na net sobre o Irão e Cuba, países "irmãos" e muito próximos (ironia) aqui da rapaziada lusitana.
Opiniões políticas sucintas e - de preferência - ziguezagueantes e vazias, funcionando como caixa de ressonância da linha ideológica (caso exista) dos seus partidos - se a algum pertencerem.
453.782 "profundas" e "sábias" razões para votar NÃO à Constituição Europeia.
Menção ao dia da semana, aos santos padroeiros do mesmo, à fase da lua reinante, ao signo dos nascidos na data em questão, assim como aos famosos nascidos na mesma.
Repetição exaustiva de uma bolorenta crónica - de forma muito original (ironia) apelidada "ao longo dos tempos" - onde, através de um habilidoso e genialmente (ironia) treinado "copy/paste" se evocam factos históricos ocorridos nessa data.
São estes o paradigma perfeito do chamado blogue "para encher", onde o primado da abundância de posts perfeitamente anedóticos se sobrepõe a uma desejada qualidade e alguma essência que infelizmente - por mais que tentemos - não conseguimos vislumbrar.
Se a estes ingredientes se puder juntar um treinado - e bem oleado - exercício rotineiro de comentários elogiosos entre os camaradas da mesma causa, obedecendo a um disciplinado "catch 22", enriquecido por insultos anónimos deixados nos espaços virtuais de quem - ao contrário deles - recusa alinhar na bafienta carneirada, a coisa ainda fica mais apimentada.
Sem dúvida, uma receita de sucesso...à maneira deles!

Nascido em 1939 é licenciado em Economia pela Universidade Técnica de Lisboa, Doutor em Economia pela Universidade de York, Doutor “Honoris Causa” pelas Universidades de York e da Coruña.
Professor do Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (1966/78) e da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa (1978/01), Professor Catedrático da Universidade Católica Portuguesa.
Foi Investigador da Fundação Calouste Gulbenkian, Director do Departamento de Estatísticas e Estudos Económicos do Banco de Portugal, Director da revista “Economia” da Universidade Católica Portuguesa e Consultor do Banco de Portugal.
Ministro das Finanças e do Plano em 1980, Primeiro-Ministro de Novembro de 1985 a Novembro de 1995, Presidente do Conselho Nacional do Plano entre 1981 e 1984. Presidente do Partido Social Democrata de Maio de 1985 a Fevereiro de 1995.
Prémio “Joseph Bech”, em 1991, pela contribuição para a construção europeia; “Freedom Prize” da Fundação Schmidheiny em 1995, pela acção como político e economista e Prémio “Carl Bertelsmann” da Fundação Bertelsmann em 1995, pelos resultados conseguidos por Portugal no combate ao desemprego.
Membro da Real Academia de Ciências Morais e Políticas de Espanha, Membro do Comité Executivo do Clube de Madrid para a Transição e Consolidação Democrática.
Autor de vários livros como “Economic Effects of Public Debt”, “Finanças Públicas e Política Macroeconómica”, “As Reformas da Década”, “Portugal e a Moeda Única”, “União Monetária Europeia”, “Autobiografia Política”, bem como de numerosos artigos nos domínios da economia e finanças.
Entre as várias condecorações recebidas destacam-se as seguintes:
Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo, Grã-Cruz da Ordem do Mérito da Alemanha, Grande Insígnia de Honra ao Mérito de Ouro, com Banda da Áustria, Grã-Cruz da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco e Grã-Cruz da Ordem do Congresso Nacional do Brasil, Grã-Cruz da Ordem de Isabel a Católica de Espanha, Grã-Cruz da Ordem da Rosa Branca da Finlândia, Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito de França, Grã-Cruz da Ordem da Honra da Grécia, Grã-Cruz da Ordem da Orange-Nassau da Holanda, Grã-Cruz da Ordem do Mérito de Itália, Grã-Cruz da Ordem da Coroa de Carvalho do Luxemburgo, Grande Cordão da Ordem do Ouissam Allaouite de Marrocos, Grã-Cruz, Classe Especial, da Ordem Pro Merito Melitensi da O.S.M. e a Grã-Cruz da Ordem da Estrela Polar da Suécia.
Se ainda restasse alguma dúvida, desde já explicito e manifesto aqui o meu inteiro apoio a uma eventual candidatura do professor Aníbal Cavaco Silva à presidência da República, em 2006.
Independentemente do timing por ele escolhido para anunciar tal decisão, creio que atendendo à ameaça - cada vez mais real - de avanço de Mário Soares, todos os portugueses que não querem ver o país recuar 20 anos e voltar a caír nas mãos do clã Soares, devem convergir no apoio a Cavaco Silva.
Eu apoiarei Cavaco Silva porque:
> Foi o melhor primeiro-ministro de Portugal nos últimos 30 anos.
> É honesto, corajoso, sóbrio e sensato.
> Não é demagogo, ostentador e intolerante.
> Ama verdadeiramente o seu país.
> Tendo sido vítima de um presidente "bloqueador" não cairá no erro de encarnar esse papel.
> Está em sintonia com as linhas essenciais da acção deste governo.
> Sabe perfeitamente qual o rumo de que Portugal actualmente necessita.
> Tem perfeita consciência e conhecimento real dos problemas que afectam o país.
> É um self-made man que subiu na vida à custa do seu esforço.
> Tem sensibilidade para questões sociais, ao contrário do que se apregoa.
> Não assumiu recentemente posições sectárias nem truculentas, nem mostrou evidente admiração pela acção política desenvolvida pelo Bloco de Esquerda.
> Não tem uma visão maniqueísta do mundo.
> Tem um percurso pessoal, académico e político extremamente coerente.
Um das vantagens em não ter cartão de militante de qualquer força partidária passa por poder assumir inequivocamente - aqui e agora - o meu apoio a um homem a quem tanto o país deve.
Enquanto outros terão que esperar pelo anúncio oficial sobre qual o candidato que os seus partidos apoiarão (nalguns caso, sabe-se lá com que critérios), para "alinharem" na disciplina politiqueira - muitas vezes engolindo enormes sapos - desde já dissipo aqui todas as dúvidas sobre qual o meu sentido de voto em 2006.

Aníbal Cavaco Silva é recebido por Jorge Sampaio, no Palácio de Belém, e o país só tem conhecimento desse encontro à posteriori.

Mário Soares é recebido pelo Presidente da República no mesmo dia, mas à tarde, e com uma antecedência pomposa e tremenda, todo o país é informado desse facto pelos amigos e membros da entourage soarista.
Que diferença de estilos: a sobriedade e a discrição vs a opulência e a ostentação!
O país arde e nada é teimosamente feito para resolver o problema, mas está tudo bem!
Fátima Felgueiras, foragida, impõe e exige condições para voltar ao país, mas está tudo bem!
A PT e o BES, assim como governo PSD/CDS terão alegadamente participado em esquemas de corrupção com o PT brasileiro - o partido de Lula da Silva - mas está tudo bem!
Alberto Silva Lopes, cidadão que denunciou uma pretensa fraude eleitoral que ditou a derrota de João Soares, em Lisboa, nas autárquicas de 2001, foi encontrado morto, mas está tudo bem!
As administrações da CGD mudam ao sabor dos governos que vamos tendo, as indemnizações são pagas com o dinheiro dos contribuintes, mas está tudo bem!
Arriscamo-nos a ter um candidato presidencial com 81 anos - que já foi inquilino do Palácio de Belém - quando se fala na necessidade de renovar os actores políticos deste país, mas está tudo bem!
Vemos um tal de Valentim Loureiro vociferar atoardas e ameaças contra o líder do seu partido - Marques Mendes - mas está tudo bem!
Em suma: este país continua na mesma.
Está tudo bem!

Consta que José Sócrates e Marques Mendes chegaram hoje a um acordo para limitar os mandatos dos autarcas.
No entanto, o PSD anunciou que votaria favoravelmente o projecto apresentado ontem pelo PS que limita a três mandatos consecutivos os cargos de presidente de câmara e de junta de freguesia, ficando num diploma à parte, para debate posterior, a limitação de mandatos do primeiro-ministro e dos presidente dos governos regionais.
Mas afinal de que tem medo o PSD? Para quando a coragem em afrontar o despotismo de Jardim?
Parece que ainda não é desta...
Mais uma vez, hoje pudemos constatar que a luta parlamentar do Bloco e do PCP faz-se nas bancadas destinadas ao público e não nas dos deputados.
A truculência da extrema-esquerda no seu pior...
Lamentável!

Manuel Maria Carrilho vai acompanhar hoje uma equipa de recolha de lixo, no âmbito da sua pré-campanha eleitoral.
Parece que os homens da recolha ficaram um pouco desmoralizados quando souberam que a Bárbara não o acompanharia nesta aventura nocturna.
Para compensar tal desapontamento, consta que António Serzedelo - presidente da Opus Gay - o qual ocupará orgulhosamente o 13.º lugar na lista de suplentes do candidato socialista à autarquia, ter-se-á entusiasticamente oferecido para acompanhar Carrilho neste passeio nocturno porque aprecia particularmente homens "feios, porcos e maus".

Quantos é que não terão deixado caír hoje uma lágrima de saudade, transcorridos 35 anos desde a morte do velho ditador, António Oliveira Salazar?
Enquanto uns assumem corajosamente a sua admiração pelo ex-governante, outros mantêm envergonhadamente na sombra a sua fidelidade aos velhos valores advogados por tal personagem...
Para já limitam-se a imitar certos tiques e trejeitos.
Manuel Monteiro afirmou ontem, de forma peremptória, na SIC Notícias - perante João Soares - que apoiará Aníbal Cavaco Silva.
Parece que tal posição é irredutível a menos que Pedro Bacelar de Vasconcelos - de forma pouco provável - decida também apoiar o professor. É que há uns anos Monteiro foi mimoseado por Bacelar com o epíteto de xenófobo...
Se Mário Soares se lembrar de aludir a uma certa carta de recomendação para a Sorbonne, a posição entretanto anunciada também poderá sofrer uma inflexão.
É a chamada política aos ziguezagues.
No prestigiado Financial Times é feito um balanço nada abonatório do primeiro ano de presidência da Comissão Europeia, exercida por José Manuel (Durão) Barroso:
Jose Manuel Barroso, European Commission president, heads for the beaches of Portugal this week with warnings ringing in his ears to start showing some leadership.
(...)
Criticism of his leadership also rings loud in the European parliament and among his own team of 24 commissioners, who claim he is a remote figure and has failed to get a grip on the Brussels machine.
(...)
Mr Barroso's last 12 months have been a political horror show. At the start, his choice of the highly conservative Rocco Buttiglione as justice commissioner was rejected by the European parliament.
(...)
Even his summer holiday last year, on the yacht of the Greek shipping tycoon Spiros Latsis, turned into a public relations embarrassment: Mr Barroso was responsible for handling an EU inquiry into shipping cartels.
(...)
Mr Barroso was told to keep quiet during the doomed campaign for a Yes vote in the French referendum on the EU constitution.
(...)
Mr Barroso also faces an unprecedented additional problem: he is the first person to have secured his job without the full support of France and Germany.
(...)
He will also have to galvanise his own commissioners, some of whom complain they never see him and that there is a lack of collegiate spirit.
De facto, uma avaliação arrasadora por parte de um dos mais prestigiados jornais do planeta. Quem sabe se afinal Portugal não ficou a ganhar com a ida de Barroso para Bruxelas...e a Europa a perder?
De qualquer modo, se a imagem de Portugal já não andava famosa lá por fora, com exportações "destas" creio ser inevitável que a mesma só possa piorar...
Vá lá que o Figo, o Cristiano Ronaldo e a Mariza ainda vão dando uma ajuda ao nosso ICEP.

Neste cenário completamente "baralhado" de candidatos - uns mais putativos que outros - já alguém se lembrou do senhor da foto, o tal que vai ficar "desempregado" a partir de Outubro?
Confesso que só mesmo a candidatura presidencial de Pedro Santana Lopes - se Cavaco saísse de cena - me faria votar em Mário Soares...
Recorrendo ao post que escrevi sobre o "duelo de titãs" que se perspectiva para breve, e dadas as declarações de hoje proferidas por Manuel Alegre, cada vez considero mais interesse e palpitante o cenário que se vai criar na nossa Esquerda em torno das Presidenciais.
"Ninguém fala por mim e ninguém decide por mim", são palavras interessantes que deixam antever uma disputa fraticida no seio da velha família socialista, republicana e maçónica; aliás, e a esta distância, vejo mais facilmente Alegre a recolher votos junto dos eleitorados bloquista e comunista do que o próprio Mário Soares, pelo que, uma vez mais será inequivocamente o eleitorado do centro a decidir o desfecho destas eleições Presidenciais.
Com todas estas variáveis, o velho patriarca socialista arrisca-se a ficar - tal como sucedeu em 1986 (com Zenha e Freitas) - "entalado", só que desta vez por Alegre à Esquerda e Cavaco à Direita. Mais uma segunda volta decisiva?
Em breve começará a campanha de sedução do tal centro flutuante...


A confirmar-se a tão falada e debatida candidatura presidencial de Mário Soares, Aníbal Cavaco Silva fica irremediavelmente condenado a avançar, sob pena de lhe ser atribuída uma imagem de receio e hesitação.
Por outro lado, a candidatura de Soares gera o risco de cisão no próprio PS, nomeadamente pelo desagrado dos apoiantes de Manuel Alegre, podendo ser reeditada - apesar de pouco provável - a disputa fraticida entre Mário Soares e Salgado Zenha, ocorrida em 1986.
Adicionalmente, Soares serve a frio a vingança dirigida ao poeta de Coimbra, pelo facto deste ter avançado com a sua candidatura à liderança dos socialistas, alienando assim o apoio a João Soares, gesto que o ex-presidente pouco apreciou.
Não sendo este o nome forte que a direcção do Largo do Rato, e o próprio partido desejariam na corrida a Belém - descartadas as hipóteses Guterres e Vitorino - o velho senador constitui um mal menor que ainda assim poderá aglutinar apoio junto das várias Esquerdas. Recorde-se a consonância de posições com o Bloco de Esquerda em relação à guerra no Iraque.
Mais a mais, Soares nunca permitiria ver Freitas do Amaral avançar como candidato da velha família socialista.
Uma disputa entre Cavaco e Soares reeditará seguramente os célebres anos de difícil coabitação entre S.Bento e Belém, estando de qualquer forma assegurada uma campanha com um debate vivo, esclarecido e empolgante, pautado por duas visões bem distintas para Portugal, pese embora a sintonia pró-europeísta.
Não sendo avisado dar Mário Soares como derrotado à partida, este poderá paradoxalmente - após uma brilhante carreira política - ficar na história como o candidato para "queimar" que o PS apoiou nas Presidenciais de 2006.
Curioso ainda o facto de se antever, a esta distância, como mais pacífica a coabitação entre Cavaco e Sócrates, do que a dos dois socialistas.
Aguardemos ansiosamente pelos próximos capítulos.
Palavras de Jorge Coelho:
"Tudo se encaminha para que Mário Soares possa ser o candidato ideal para que o Presidente da República continue a ser da área política do PS, como sempre aconteceu desde o 25 de Abril"
Pronto! O país prepara-se para retroceder 20 anos, ou pelo menos o PS.
Não há nada a fazer...excepto votar Aníbal Cavaco Silva!

Maria José Nogueira Pinto, candidata à Câmara Municipal de Lisboa, em discurso directo:
"Não farei visitas a feiras e mercados porque considero essas acções de campanha, típicas do terceiro mundo"
"Acho que não se deve gastar muito dinheiro em campanha, fazer muita palhaçada"
«Nunca andarei em mercados, ir incomodar as pessoas, dar sacos de plástico. Acho isso tudo muito mau. Tudo isso, só no terceiro mundo, onde não queremos estar"
Será que finalmente a Direita portuguesa, ou pelo menos alguns actores desse espaço ideológico, vão pôr na gaveta a inevitável veia populista e obsoleta de que a mesma tem padecido?
Muito populismo e pouca essência têm feito tradicionalmente parte das acções de campanha de todos os partidos portugueses assumidamente de Direita.
Terá Maria José Nogueira Pinto coragem para cortar com essa tradição serôdia e procurar inspiração numa Direita europeia democrática e moderna?
Pelos últimos discursos quero crer que sim!

Será, de alguma forma, possível este governo continuar ao leme do país sem interferência do partido que o suporta?
A demissão de Luís Campos e Cunha diz-nos infelizmente que não...
Será possível o Partido Socialista finalmente mostrar alguma vocação para o exercício do poder?
Estes 4 meses de governação dizem-nos que não...
Será possível o Partido Socialista arranjar melhor candidato presidencial que Mário Soares?
Apesar de considerar a hipótese estapafúrdia cada vez estou mais convicto que não...

Terá algum fundamento o boato que corre nos bastidores da política portuguesa que o senhor da foto é o verdadeiro primeiro-ministro?

Os ministros das Finanças continuam a caír a um ritmo frenético.
Luís Marques Mendes procura desesperadamente ter mão no seu PSD.
José Sócrates não tem mão nos seus ministros.
Diogo Freitas do Amaral continua a trilhar egoisticamente o seu caminho dentro de um governo que aparenta andar cada vez mais desgovernado.
O ex-líder centrista, e actual ministro dos Negócios Estrangeiros, critica abertamente em entrevista ao DN a equipa governamental à qual pertence, e o primeiro-ministro aplaude.
Mário Soares desespera por anunciar nova candidatura presidencial, numa "Sandro Pertinização" da vida política nacional.
Cavaco Silva hesita em avançar com a sua candidatura presidencial.
O CDS teima em não existir.
Paulo Portas continua remetido ao perfeito anonimato.
Pires de Lima ofende-se com o epíteto de populista judiciosamente atribuído por José Miguel Júdice a Portas.
Ana Drago persiste no elogio disparatado à eficácia dos atentados terroristas perpetrados pela Al-Qaeda.
Manuel Monteiro continua perdido no Portugal profundo e na demagogia de cordel.
Os seus acólitos blogueiros continuam a escrever autênticos bocejos, delírios e larachas indecifráveis.
Os incêndios já são parte incontornável da silly season.
As estações televisivas teimam em transmitir os inenarráveis jogos de preparação do SLB.
Miguel Paes do Amaral, imbuído de verdadeiro sentimento patrioteiro, vende a Media Capital aos espanhóis.
Em suma: continua tudo teimosamente no mesmo marasmo, contribuindo para que queiramos desesperadamente continuar de férias por mais 11 meses...

Com tão paupérrimos candidatos à Câmara de Lisboa, por parte do PS e do PSD, cada vez estou mais decidido a votar em José Ricardo Fernandes.
Apesar de me desgostar profundamente o facto de ver a sua candidatura apoiada pelo Bloco de Esquerda, pelo menos é um candidato que tem ideias concretas para Lisboa e que seguramente - enquanto vereador - não vai dar descanso ao próximo edil da capital.
É o tal dilema entre votar num vereador "fiscalizador" competente ou num presidente incompetente.
Depois do Sindicato dos Profissionais de Polícia ter ameaçado encetar outras formas de luta mais drásticas, como o bloqueio do trânsito nas duas pontes sobre o Rio Tejo (25 de Abril e Vasco da Gama), só faltava mesmo Manuel Monteiro incitar os trabalhadores desempregados a manifestarem-se em Belém, junto do Presidente da República.
Demagogia, populismo e ligeireza no seu melhor.
Será que o bom-senso foi definitivamente de férias?
Segundo noticia o Independente, Vítor Constâncio deu o seu aval a que se gastassem 1.2 milhões de euros (!) em viaturas de serviço para altos quadros do Banco de Portugal.
Ora, como passados 3 anos os mesmos podem ser adquiridos por quem deles usufruiu, dispendendo 10% do seu valor de aquisição, antecipa-se que em 2008 teremos nova despesa de semelhante valor.
Abençoado (des)governo...
Jorge Coelho no jantar de campanha de Manuel Maria Carrilho, em Lisboa:
«Queria aqui deixar uma mensagem a alguém que estão a tentar condicionar: queria dizer à minha querida amiga Bárbara que o povo de Lisboa gosta de si, que o PS gosta de si».
Quer-me parecer que à falta de uma verdadeira discussão de propostas para resolver os graves problemas de Lisboa e dos lisboetas, estamos condenados a uma campanha eleitoral "socialite".
O problema não está no facto de gostarmos ou não da Bárbara; o cerne da questão está em querermos saber que ideias tem o seu marido para Lisboa.

O que é que estas personagens que saltitam pela política portuguesa têm em comum?
Conseguem falar muito e dizer nada!

Taylor
É impressão minha ou alguns néscios que passaram, sem glória nem brilho, pela vida política portuguesa, tentam agarrar-se a todo o custo a este fenómeno da blogosfera, com o propósito de ainda serem lidos por uma ínfima minoria que vai dispensando caridosamente alguma atenção aos seus últimos suspiros?
Irremediavelmente sumidos, e penosamente se arrastando num inexorável e tenebroso limbo, vão debitando uns fétidos e inconsequentes emaranhados de ideias, aspirando a algo que, por muito que almejem, nunca conseguirão: saír da sombra e serem alguém!
Freneticamente esperneando lá se vão refugiando na tentação fácil do insulto e da provocação, procurando chamar a atenção para uma alma ressabiada por tortuosas e patológicas necessidades de aspiração social, só que a realidade é demasiado cruel: lacaio uma vez, lacaio para sempre!

Diogo Freitas do Amaral rejeitou hoje que a organização da Cimeira das Lajes possa custar um atentado terrorista a Portugal, por duvidar que os terroristas recorram a um «critério fotográfico» para a escolha dos alvos.
Um conselho que eu daria ao ministro dos Negócios Estrangeiros é o de que não seja tão terminante nas suas opiniões, não vá o diabo tecê-las.
Até pode ser que passemos incólumes e a Al-Qaeda considere Portugal uma província de Espanha, logo, como já perpetraram um atentado terrorista na Ibéria, com sorte nossa talvez considerem o assunto arrumado aqui por estas bandas.
De qualquer modo, talvez fosse bom irmos pondo as "barbinhas de molho".
Em resposta à acertada afirmação, por parte de José Pacheco Pereira, de que Alberto João Jardim afecta a imagem da Madeira, temos esta semana direito a mais uma alarvidade do líder insular:
"Pacheco Pereira é um diletante sem utilidade que se pavoneia a atacar com asneiras".

Valentim Loureiro assinou ontem um protocolo com os párocos de 14 freguesias do concelho de Gondomar, com vista à distribuição de uma verba camarária de cerca de 136.500 euros.
Vejam lá se o major, o tal que aqui há uns tempos andou a distribuir electrodomésticos - e segundo consta, apitos dourados - não sabe identificar os líderes de opinião lá pelas "santas terrinhas"...
Uma forma, apesar de tudo, pouco inovadora de fazer campanha.

Há tipos realmente chatos que não têm a mínima noção do ridículo, tal é a ânsia de protagonismo, como é o caso de Manuel Monteiro.
Só porque Rui Rio, um excelente presidente de Câmara, nunca lhes "ligou" pevas e porque não conseguiram aquilo que procuravam mendigar junto de Francisco Assis, agora os "passarinhos" andam a questionar as despesas relativas à realização do Grande Prémio Histórico, que decorreu durante este fim-de-semana, no Porto.
Caramba, confesso que já não há pachorra para tanta demagogia e moralismo baratos, e para a teimosa pose em "bicos-de-pés".
Do ninho da andorinha ninguém vê propostas válidas e consequentes: apenas críticas e discursos anacrónicos!
Vá lá, que os alvos das suas críticas os têm deixado ficar a falar sozinhos...
Declarações de Manuela Ferreira Leite, à RR:
“O PS tem o pior candidato que poderia ter à Câmara de Lisboa”.
“A última coisa que Lisboa precisa é de um intelectual”.
Concordo em absoluto com a ex-ministra das Finanças: com tantas alternativas no seu seio, logo havia o PS de escolher este candidato...
Tal como em Oeiras, até parece que Jorge Coelho não quer ganhar Lisboa, apesar do PSD também apresentar um candidato fraquinho.
Independentemente de Carrilho sempre se ter "oferecido" e insinuado para esta candidatura, não compreendo porque motivo o partido foi na conversa, até porque existem muitos anti-corpos no Largo do Rato em relação a esta personalidade.
Ribeiro e Castro considerou domingo à noite, no Barreiro, o referendo ao aborto como uma das «trapalhadas obsessivas» do Governo PS e a construção do aeroporto da OTA como um «erro monumental».
Confesso que, ao contrário do que penso de Marques Mendes, para mim a liderança de Ribeiro e Castro está a ser uma perfeita desilusão: não conseguiu fazer um corte com o passado recente do CDS, errou claramente ao querer liderar "à distância" a partir de Bruxelas (o ordenado de eurodeputado é tão bom!), o processo de candidaturas autárquicas não está a mobilizar o partido e adicionalmente faz uns discursos e umas afirmações demasiado superficiais, típicos de quem estudou uns tópicos à pressa.
Não me está minimamente a convencer. Pode ser que a coisa venha a melhorar...

Pouco se tem escrito ou falado sobre a nova lei dos partidos que visa substituir a legislação de 1974, a qual vigorou até hoje; a mesma prevê alterações nas normas em relação à criação e à extinção de partidos, aumentando o número de assinaturas exigido para criar uma força partidária de 5000 para 7500, e passando a poder ser extinto um partido que decida não concorrer a duas eleições sucessivas para a Assembleia da República.
O Tribunal Constitucional passa a verificar, com a periodicidade máxima de cinco anos, que os partidos continuam a ter mais de 5 mil militantes, caso contrário serão extintos.
Parece-me que, atendendo a este novo contexto legislativo, projectos partidários que talvez apenas contem com cerca de 400 militantes deverão "fechar" as portas dentro de muito pouco tempo.
Se calhar, para o bem de Portugal, devido a este facto, nem chegarão a fazer estragos...
De qualquer modo, quotas gratuitas, captação de novos militantes junto de desempregados de fábricas que fecharam recentemente as portas, de populações e de bombeiros vítimas de incêndios e de alunos que necessitam de boas notas, poderão ser a solução para a sobrevivência.
Um pequeno toque de demagogia barata e populismo serôdio poderão fazer toda a diferença.

É um exercício extremamente interessante andarmos a navegar pelo "baú" da internet já que por vezes nos deparamos com perfeitas tolices, das quais já não nos lembrávamos: será possível ter a pretensão de governar Portugal quando nem a nossa própria casa - um exíguo T Zero - conseguimos governar?
Felizmente que as pessoas vão crescendo, os pézinhos vão ficando cada vez mais assentes no chão e os delírios vão desaparecendo.
É uma questão de tempo e de maturidade.
Mas em alguns demora mais...

Ainda a propósito do que se passou esta semana em Londres, ao contrário de alguns patetas bacocos (os do costume!) que desataram a insultar o ex-Presidente da República - Mário Soares - pelo facto deste ter assumido a necessidade de uma estratégia de diálogo com grupos terroristas e de insinuar certas correlações, creio que devemos ser mais moderados e sensatos nas nossas análises.
Seguramente que não concordo com o estabelecimento de pontes de diálogo com facínoras terroristas , mas não podemos deixar de associar a política externa suicidária dos falcões desta administração norte-americana (iniciada em 2000!), com o recrudescimento do terrorismo perpetrado pela Al-Qaeda.
Quem é que treinou Bin-Laden na guerra do Afeganistão contra os russos? Quem é que decidiu inopinadamente "evangelizar" o mundo, assentando numa visão radical e extremista dos valores cristãos? Quem é que está a alimentar a poderosa indústria de armamento norte-americana?
Não sejamos insipientes e levianos nos comentários que fazemos, recorrendo ao insulto fácil e despropositado.
Os norte-americanos também têm as suas mãos sujas!

Andam aí uns políticos, quiçá ávidos de visibilidade para si e para os seus novos projectos partidários, a participar nuns almoços-conferência promovidos pelo clube de reflexão Via Norte, no Porto.
Parece que tais convites se devem a umas cunhas dos seus grandes amigos que estão na organização desses eventos.
Será que os convites ficam por aí, ou seja, pelos almoços-conferência ou esses políticos também vão ser convidados para outras "organizações"? É que os tais amigos são notórios membros das mesmas...
Segundo uma sondagem Correio da Manhã/Aximage, pela primeira vez desde que ganhou as eleições legislativas, o PS caiu de forma significativa nas sondagens, sendo que, se um novo acto eleitoral tivesse lugar neste momento, os socialistas caíriam 4,7 pontos percentuais face aos resultados obtidos em 20 de Fevereiro de 2004, quedando-se pelos 40,4% dos votos.
Curiosamente, na avaliação dos vários membros do Governo, o estudo aponta o ministro dos Negócios Estrangeiros, Diogo Freitas do Amaral, como aquele que reúne maior simpatia entre os portugueses, apresentando uma classificação de 11,4 numa escala de 0 a 20.
Se o PS quiser analisar os resultados desta sondagem com "olhos de ver" confirmará aquilo que aqui venho escrevendo há meses: Freitas reúne todas as condições para ser o candidato presidencial apoiado pelos socialistas nas próximas eleições Presidenciais.
Teresa Zambujo (candidata do PSD à Câmara de Oeiras):
"Isaltino Morais deixou uma obra magnífica."
Afinal parece que esta senhora também a "sabe" toda. Por que será que não detecto qualquer pingo de sinceridade nesta afirmação? Será má-vontade minha?

José Sócrates, no Parlamento, no debate sobre o Estado da Nação, respondendo a Luís Marques Mendes:
"Só há aqui uma desonestidade que foi por parte de quem fez o orçamento rectificativo...perdão, de quem fez o orçamento para 2005!"

Detesto ser agoirento mas seria bom que Silvio Berlusconi se preparasse pois palpita-me que após EUA, Espanha e Reino Unido, a Itália poderá o próximo alvo da Al-Qaeda...

Nova Iorque, 11 de Setembro de 2001

Madrid, 11 de Março de 2004

Londres, 7 de Julho de 2005
ATÉ QUANDO?

Bombas em várias estações de metro e em 3 autocarros, numa acção terrorista provavelmente levada a cabo pela Al-Qaeda, colocam a nú a fragilidade da segurança em Londres, um dia após os festejos pela atribuição da organização dos Jogos Olímpicos de 2012, e quando se realiza uma cimeira dos G8 em solo britânico.
Parece-me que Tony Blair, provavelmente o líder europeu - em actividade - mais carismático e com maior prestígio, sai muito "chamuscado" deste acto terrorista porque há muito tempo que era previsível algo deste género na capital inglesa.
Vamos ver se gere melhor e com mais tacto esta crise do que José Maria Aznar...
Resta saber se tal como em Madrid, houve uma joint-venture de terrorismo internacional, desta vez com o IRA.
Uma conclusão: parece ser quase impossível travar esta onda terrorista motivada por factores políticos e religiosos, a qual infeliz mas seguramente vai perdurar.

Dizia-me hoje um taxista durante a nossa viagem, e em jeito de desabafo, comprovando a sapiência do povo, que "Portugal nunca poderá ser um país em condições porque isto nasceu de um conflito familiar entre mãe e filho."
Acrescentava ele que "está na natureza dos portugueses tramarem-se uns aos outros porque o gozo do portuga é enganar o próximo, mais do que importar-se com o país."
Concluiu ainda: "estes tipos são todos iguais, independentemente do partido, porque andaram todos nas mesmas universidades e tiveram percursos de vida semelhantes. Uns foram alunos dos outros. Isto precisava era de alguém que tivesse andado sempre por fora", ao que sugeri o nome de António Borges. Resposta pronta do dito taxista: "Nah, esse vinha mas para ser primeiro-ministro tinha de passar pelo partido e era logo apanhado no meio dos vícios. Não se safava porque não conseguia fazer aquilo que queria. Tramavam-no logo. A nossa sorte é que estamos a ser geridos como uma multinacional. A partir de Bruxelas. Aqui só temos de aplicar o que eles mandam."
Ora toma!
Num artigo muito judicioso, da autoria de Jim Lobe, é referido que uma das principais tarefas atribuídas a George W Bush pelos arquitectos da Política Externa norte-americana, nomeadamente para este segundo - e último - mandato, é esta:
The administration must deal with France and Germany and the dynamic that made them ''so problematic in the first term: namely, their willingness to make common cause with our enemies for profit and their desire to employ a united Europe and its new constitution – as well as other international institutions and mechanisms – to thwart the expansion and application of American power where deemed necessary by Washington.''
Esta opinião reforça a tese de todos aqueles que defendem a existência de "mãozinha" norte-americana por trás das campanhas pelo NÃO ao Tratado de Constituição Europeia, nomeadamente com apoio financeiro às mesmas.
Uma mera teoria da conspiração ou algo mais?

Segundo consta, o ex-ministro da Defesa, Paulo Portas, vai intensificar a sua colaboração com o American Enterprise Institute, autêntico bastião dos neoconservadores norte-americanos, onde pontificam nomes como os de Richard Perle, Michael Ledeen, Irving Kristol - figura de referência da ideologia neoconservadora - entre outros.
Parece que Portas vai ficar incumbido da "evangelização" do neoconservadorismo, aqui por estas bandas...
Ora, sendo o AEI pejado de membros reconhecidamente judeus e sionistas-cristãos, com qual dos epítetos se identificará o ex-líder centrista?

Uma astróloga russa, de seu nome Marina Bai, processou a NASA, em Moscovo, por ter alterado os seus mapas astrais ao fazer com que a Deep Impact colidisse com o cometa Tempel 1.
"É óbvio que os elementos da órbita do cometa, e a sua efeméride correspondente, irão mudar após a explosão, o que interfere com o meu trabalho de astrologia e distorce os meus horóscopos", desabafou a escandalizada senhora russa.
Ver estrelas a mais dá nisto...
Declarações de António Pires de Lima, num debate sobre «a direita e a liberdade»:
«A Direita não estava preparada para governar em 2001»
A esta frase acrescentou o desabafo de sentir o sabor da desilusão e até da incompetência desses três anos no poder, exercido também por ministros do seu próprio partido, acrescento eu.
Só estranho que tenha defendido com tanto afinco e empenho essa tal incompetência de que agora fala.
Confesso que ainda não percebi o alcance, quer das últimas afirmações, quer dos mais recentes actos deste notável militante centrista.
Talvez seja uma questão de tempo até que se faça alguma luz...
Os gabinetes do ministro da Justiça e dos secretários de Estado dispõem de onze motoristas ao seu serviço, dos quais cinco (!) estão às ordens do ministro Alberto Costa.
Portanto, ficamos a saber que o insigne ministro da Justiça tem um motorista para cada dia útil da semana.
Com este exemplo de rotatividade rapidamente se atingirão os tais 150.000 novos postos de trabalho prometidos em campanha por José Sócrates.
Pedro Santana Lopes acusou ontem o seu amigo de infância e candidato ao seu lugar na Câmara, pelo PSD, de ser o responsável pela situação em que se encontram as obras do túnel do Marquês de Pombal.
Segundo Santana, foi Carmona Rodrigues que o aconselhou a não fazer um estudo de impacto ambiental para as obras do túnel do Marquês e é Carmona Rodrigues o responsável pela preparação técnica e administrativa da obra.
Mais uma atitude típica de alguém desprovido de quaisquer valores ou princípios, sobretudo quando acusa um amigo que andou sempre ao sabor dos seus caprichos...
Como ambos partilham, desde há algum tempo o mesmo gabinete na Câmara, deve ser interessante o ambiente que hoje por lá se respira.
O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, poderá incorrer numa pena de seis meses a cinco anos de cadeia, caso o Ministério Público decida indiciá-lo pelo crime de discriminação racial, segundo notícia hoje avançada pelo jornal A Capital.
Será que alguém vai ter coragem de fazer esse grande favor a Portugal?

Enquanto se comentam os dislates de Alberto João Jardim, um outro político, agora envolvido num novo projecto partidário que "não é peixe nem carne" - simbolizado numa simpática ave - vem falar das tenebrosas ligações entre a China e determinada organização sindical portuguesa; alega que a última, pelo facto de ter inspiração comunista, se refugia num silêncio cúmplice perante a investida chinesa no mercado têxtil português.
Desta tese peregrina nem o líder madeirense se lembrou...
Estaremos na presença de um fenómeno de almas gémeas na vida política portuguesa ou será apenas um desesperado esforço para produzir alguns sound bites?
Declarações de Paula Teixeira da Cruz, vice-presidente do PSD, referindo-se ao mais recente desconchavo do líder madeirense:
"Portugal é um Estado de direito, um Estado que tem profundo respeito pela comunidade imigrante, e portanto tenho que dizer que compreendo a estranheza dos imigrantes perante essas declarações."
"Quaisquer que tenham sido as circunstâncias em que foram proferidas, não me parece que haja alguma coisa que possa diminuir a gravidade das mesmas."
Ora aqui está uma dirigente partidária com "eles" no sítio, pese embora ser casada com alguém que na juventude tinha por hábito usar botões de punho com suásticas...
Alberto João Jardim:
«Os chineses estão a entrar por aí dentro, os indianos a entrar por aí dentro e os países de leste a fazer concorrência a Portugal».
«Está-me a fazer sinal aí porque? Que estão chineses aí, é mesmo bom que eles vejam porque não os quero aqui».
Pelos vistos é inevitável que cada regime tenha o seu palhaço de serviço. Ei-lo!
Torna-se assim um dado adquirido que Alberto João não conhece a Constituição Portuguesa e que não sabe que existe uma enorme comunidade madeirense a viver no estrangeiro...

IN CONGRESS, JULY 4, 1776
The unanimous Declaration of the thirteen united States of America
When in the Course of human events it becomes necessary for one people to dissolve the political bands which have connected them with another and to assume among the powers of the earth, the separate and equal station to which the Laws of Nature and of Nature's God entitle them, a decent respect to the opinions of mankind requires that they should declare the causes which impel them to the separation.
We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal, that they are endowed by their Creator with certain unalienable Rights, that among these are Life, Liberty and the pursuit of Happiness. --That to secure these rights, Governments are instituted among Men, deriving their just powers from the consent of the governed, --That whenever any Form of Government becomes destructive of these ends, it is the Right of the People to alter or to abolish it, and to institute new Government, laying its foundation on such principles and organizing its powers in such form, as to them shall seem most likely to effect their Safety and Happiness. Prudence, indeed, will dictate that Governments long established should not be changed for light and transient causes; and accordingly all experience hath shewn that mankind are more disposed to suffer, while evils are sufferable than to right themselves by abolishing the forms to which they are accustomed. But when a long train of abuses and usurpations, pursuing invariably the same Object evinces a design to reduce them under absolute Despotism, it is their right, it is their duty, to throw off such Government, and to provide new Guards for their future security. Such has been the patient sufferance of these Colonies; and such is now the necessity which constrains them to alter their former Systems of Government. The history of the present King of Great Britain is a history of repeated injuries and usurpations, all having in direct object the establishment of an absolute Tyranny over these States. To prove this, let Facts be submitted to a candid world.
He has refuted his Assent to Laws, the most wholesome and necessary for the public good.
He has forbidden his Governors to pass Laws of immediate and pressing importance, unless suspended in their operation till his Assent should be obtained; and when so suspended, he has utterly neglected to attend to them.
He has refused to pass other Laws for the accommodation of large districts of people, unless those people would relinquish the right of Representation in the Legislature, a right inestimable to them and formidable to tyrants only.
He has called together legislative bodies at places unusual, uncomfortable, and distant from the depository of their Public Records, for the sole purpose of fatiguing them into compliance with his measures.
He has dissolved Representative Houses repeatedly, for opposing with manly firmness his invasions on the rights of the people.
He has refused for a long time, after such dissolutions, to cause others to be elected, whereby the Legislative Powers, incapable of Annihilation, have returned to the People at large for their exercise; the State remaining in the mean time exposed to all the dangers of invasion from without, and convulsions within.
He has endeavoured to prevent the population of these States; for that purpose obstructing the Laws for Naturalization of Foreigners; refusing to pass others to encourage their migrations hither, and raising the conditions of new Appropriations of Lands.
He has obstructed the Administration of Justice by refusing his Assent to Laws for establishing Judiciary Powers.
He has made Judges dependent on his Will alone for the tenure of their offices, and the amount and payment of their salaries.
He has erected a multitude of New Offices, and sent hither swarms of Officers to harass our people and eat out their substance.
He has kept among us, in times of peace, Standing Armies without the Consent of our legislatures.
He has affected to render the Military independent of and superior to the Civil Power.
He has combined with others to subject us to a jurisdiction foreign to our constitution, and unacknowledged by our laws; giving his Assent to their Acts of pretended Legislation:
For quartering large bodies of armed troops among us:
For protecting them, by a mock Trial from punishment for any Murders which they should commit on the Inhabitants of these States:
For cutting off our Trade with all parts of the world:
For imposing Taxes on us without our Consent:
For depriving us in many cases, of the benefit of Trial by Jury:
For transporting us beyond Seas to be tried for pretended offences:
For abolishing the free System of English Laws in a neighbouring Province, establishing therein an Arbitrary government, and enlarging its Boundaries so as to render it at once an example and fit instrument for introducing the same absolute rule into these Colonies
For taking away our Charters, abolishing our most valuable Laws and altering fundamentally the Forms of our Governments:
For suspending our own Legislatures, and declaring themselves invested with power to legislate for us in all cases whatsoever.
He has abdicated Government here, by declaring us out of his Protection and waging War against us.
He has plundered our seas, ravaged our Coasts burnt our towns, and destroyed the lives of our people.
He is at this time transporting large Armies of foreign Mercenaries to compleat the works of death, desolation, and tyranny, already begun with circumstances of Cruelty & Perfidy scarcely paralleled in the most barbarous ages, and totally unworthy the Head of a civilized nation.
He has constrained our fellow Citizens taken Captive on the high Seas to bear Arms against their Country, to become the executioners of their friends and Brethren, or to fall themselves by their Hands.
He has excited domestic insurrections amongst us, and has endeavoured to bring on the inhabitants of our frontiers, the merciless Indian Savages whose known rule of warfare, is an undistinguished destruction of all ages, sexes and conditions.
In every stage of these Oppressions We have Petitioned for Redress in the most humble terms: Our repeated Petitions have been answered only by repeated injury. A Prince, whose character is thus marked by every act which may define a Tyrant, is unfit to be the ruler of a free people.
Nor have We been wanting in attentions to our British brethren. We have warned them from time to time of attempts by their legislature to extend an unwarrantable jurisdiction over us. We have reminded them of the circumstances of our emigration and settlement here. We have appealed to their native justice and magnanimity, and we have conjured them by the ties of our common kindred. to disavow these usurpations, which would inevitably interrupt our connections and correspondence. They too have been deaf to the voice of justice and of consanguinity. We must, therefore, acquiesce in the necessity, which denounces our Separation, and hold them, as we hold the rest of mankind, Enemies in War, in Peace Friends.
We, therefore, the Representatives of the United States of America, in General Congress, Assembled, appealing to the Supreme Judge of the world for the rectitude of our intentions, do, in the Name, and by Authority of the good People of these Colonies, solemnly publish and declare, That these United Colonies are, and of Right ought to be Free and Independent States, that they are Absolved from all Allegiance to the British Crown, and that all political connection between them and the State of Great Britain, is and ought to be totally dissolved; and that as Free and Independent States, they have full Power to levy War, conclude Peace contract Alliances, establish Commerce, and to do all other Acts and Things which Independent States may of right do. --And for the support of this Declaration, with a firm reliance on the protection of Divine Providence, we mutually pledge to each other our Lives, our Fortunes and our sacred Honor.
John Hancock
New Hampshire:
Josiah Bartlett, William Whipple, Matthew Thornton
Massachusetts:
John Hancock, Samuel Adams, John Adams, Robert Treat Paine, Elbridge Gerry
Rhode Island:
Stephen Hopkins, William Ellery
Connecticut:
Roger Sherman, Samuel Huntington, William Williams, Oliver Wolcott
New York:
William Floyd, Philip Livingston, Francis Lewis, Lewis Morris
New Jersey:
Richard Stockton, John Witherspoon, Francis Hopkinson, John Hart, Abraham Clark
Pennsylvania:
Robert Morris, Benjamin Rush, Benjamin Franklin, John Morton, George Clymer, James Smith, George Taylor, James Wilson, George Ross
Delaware:
Caesar Rodney, George Read, Thomas McKean
Maryland:
Samuel Chase, William Paca, Thomas Stone, Charles Carroll of Carrollton
Virginia:
George Wythe, Richard Henry Lee, Thomas Jefferson, Benjamin Harrison, Thomas Nelson, Jr., Francis Lightfoot Lee, Carter Braxton
North Carolina:
William Hooper, Joseph Hewes, John Penn
South Carolina:
Edward Rutledge, Thomas Heyward, Jr., Thomas Lynch, Jr., Arthur Middleton
Georgia:
Button Gwinnett, Lyman Hall, George Walton

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Frase estapafúrdia da semana:
"Finalmente sou arguido."
Isaltino Morais

Gordon Brown, Chanceler do Tesouro do governo de Tony Blair, referindo-se ao perdão da dívida por parte dos G8 aos países africanos:
"Our agreement in return for debt relief is that it goes towards health... teachers, and infrastructure".
"We are presenting the most comprehensive statement that finance ministers have ever made on the issues of debt, development, health and poverty".
Um político que continua a pautar o seu comportamento pela lucidez e pela honestidade; aliás, não é em vão que vai sendo cada vez mais apontado como o sucessor do actual primeiro-ministro, chegando mesmo em certos sectores da sociedade inglesa, e no próprio Labour Party, a ter um prestígio que suplanta claramente o de Blair.
Afirmações de Luís Marques Mendes, ontem em Gondomar:
«Um partido político é uma instituição e uma instituição dita, num partido político há regras, não funciona a lei da selva».
«As nossas decisões são tomadas, não contra ninguém, mas a favor de um princípio vital: o da credibilidade, aquilo de que hoje a vida política portuguesa mais precisa».
Com Isaltino Morais e Valentim Loureiro seguramente com as orelhas quentes, mais uma vez reitero a minha opinião sobre a muito agradável surpresa que está a ser a nova liderança do PSD. Pena que outros não sigam este exemplo...
Com Isaltino Morais a liderar a sondagem sobre a intenção de voto nas próximas eleições autárquicas em Oeiras, reafirma-se aquela máxima que muitas pessoas infelizmente defendem:
"Ele até é capaz de se encher com algum, mas pelo menos é bom presidente de Câmara e faz muito pelo Concelho".
Custa-me muito compreender tal raciocínio porque esses senhores são eleitos, precisamente para fazerem mais e melhor pela qualidade de vida das populações que os elegem. É o seu dever.
Por outro lado, são eleitos com a exigência, mais ou menos tácita, de serem absolutamente impolutos.
Enquanto os municipes persistirem nesta lógica bacoca e insensata, o nosso país continuará a ter autarcas corruptos e sinistros.
Não se queixem!

Será que alguém pode enviar urgentemente para o Largo do Rato uma máquina de calcular?
Depois da comprovada má relação de Mário Soares com a matemática, depois do célebre "é só fazer a conta" de António Guterres, depois da rectificação de um orçamento já ele rectificado, agora o erro no relatório de Vitor Constâncio...
Será que socialistas e números é cada vez mais uma relação perigosa?

«A grande prioridade do Governo são as energias alternativas e a eficiência energética, que têm um peso muito grande no programa de investimentos em infraestruturas hoje apresentado»
Manuel Pinho (ministro da Economia)

MC Escher
Reconheço que quase se torna um crime de lesa-pátria parafrasear Alberto João Jardim, mas em relação a alguns "blogueiros", que quando lhes estala o verniz, mostram a falta de nível, a sabujice e a pouca educação que efectivamente têm, apetece dizer:
Há por aí uns bastardos...para não lhes chamar filhos da p***!
É claramente o que acontece quando não se bebe cházinho em pequeno, não é?
Ai os "gorditos ridículos", ai os "gorditos ridículos"...não têm emenda! Mas verdade se diga, é só fumaça, nada mais.
Um exercício louvável e necessário. Enquanto a Esquerda governa e outros não são nem "peixe nem carne", preferindo assentar no oportunismo camaleónico vazio de ocasião, alguns sectores de Direita, repensam caminhos e opções.
Um projecto liberal a sério? Finalmente?

A opinião sempre judiciosa, equilibrada e sensata por parte de Aníbal Cavaco Silva, revelando sintonia com a acção do actual executivo:
"As incorrecções detectadas na proposta de Orçamento Rectificativo para 2005, apresentada pelo Governo, são um mero problema técnico".
"Do lado da despesa pública é que está o grande problema".
"O Governo deve convencer a população que aquilo que está a fazer hoje é para assegurar um futuro melhor".
"Não sou comentador, nem dirigente político. Não me fica bem fazer uma análise em concreto das medidas".
"A chave para a solução da crise está na competitividade das empresas; se não forem competitivas, os empresários vão para outros países como a Roménia".
Isaltino Morais, actual candidato à Câmara de Oeiras como independente, foi hoje constituído arguido pelo Ministério Público.
A investigação pretende apurar suspeitas de branqueamento de capitais, participação económica em negócio e corrupção passiva.
Parece assim que o PSD se soube mexer depressa, e bem, perante a despropositada afronta encetada pelo ex-autarca.
Pode ser que afinal haja esperança para a Justiça portuguesa...e para Oeiras.

«Tende sempre o espírito crítico, para vós não deve haver tabus. Dentro do respeito que mereceis vós mesmos vós deveis criticar impiedosamente tudo quanto existe. Sim. Criticar sem receio de que vos chamem demolidores. Vós sois demolidores do mal, vós sois os construtores do futuro ideal.»
Emídio Guerreiro
1899-2005

E não é que desta vez subscrevo integralmente esta opinião de Luís Delgado:
As incorrecções, erros, trapalhadas ou duplicações - conforme o gosto e a proveniência - no Orçamento Rectificativo de 2005, a terem acontecido num Governo de Durão ou Santana, seriam um escândalo de proporções gigantescas, mediaticamente arrasador, com tudo e todos a reclamar demissões, intervenções do PR e qualificações desagradáveis.

Será impressão minha ou o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira está cada vez mais empenhado em imitar José Sócrates nos tiques, nos esgares, nos trejeitos, na forma como fala e na escolha dos fatos?
Estaremos a assistir a um fenómeno de clonagem neste Governo?

Se o ridículo, o populismo e a demagogia pagassem imposto, alguns já estavam arruinados. Eles e os amigos "caixa de ressonância" que aparecem a corroborar as palermices do costume.
A socialista Maria de Belém aceitou hoje, formalmente, o convite para se candidatar pelo PS à presidência da Assembleia Municipal de Lisboa.
Parece que afinal a falta de motivação era apenas em relação a Oeiras. Estava escrito nas "estrelas" por cima do Largo do Rato que Isaltino não terá um contendedor forte por parte das hostes socialistas.
Jorge Coelho é um homem de palavra!
Este governo socialista que tão boa conta tem dado de si, persiste na parvoíce de realizar "à pressa" o referendo sobre a legalização do aborto.
Trazer o tema de novo à colação apenas como arma política para encobrir outras trapalhadas ou para calar alguma contestação social relativa a outras matérias , parece-me absurdo e suicida.
Será que nos problemas deste país, de resolução urgente, e que não são tão poucos quanto isso, se inclui este?
Não creio!

Pode ser angustiante ter-se nascido em Lisboa, ter sempre vivido na nossa magnífica capital e perspectivar-se o nosso sentido de voto nas próximas autárquicas que se realizarão em Outubro.
Se fosse portuense não hesitaria e votaria indubitavelmente em Rui Rio e na sua clarividência, firmeza, coragem e capacidade de decisão. Mas em Lisboa o caso muda de figura.
Como não consigo deixar de ver Carmona Rodrigues como uma segunda figura, e ainda por cima membro da entourage de Pedro Santana Lopes, como os apelos do pequeno Dinis e da bela Bárbara são irrelevantes face ao snobismo e aos tiques de superioridade intelectual de Manuel Maria Carrilho, e como a boa-vontade de José Sá Fernandes não parece ser tão imaculada e tão genuína como certas providências cautelares por si interpostas indiciavam, receio ter que votar em branco.
Por vezes pode ser angustiante ser-se alfacinha...
Mais uma inovação na vida política portuguesa:
O orçamento rectificativo rectificado!

in Revista Única (Expresso)

Com todo o capital acumulado por parte de Diogo Pinto de Freitas do Amaral no que concerne a prestígio e inegável competência, e ao qual faço referência no texto anterior, aliado à recente nomeação de António Guterres - aquele que seria o natural candidato presidencial da esquerda - para o cargo de Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, cada vez acredito mais na possibilidade de se confirmar a tese que aqui expressei em 25 de Março último.
Se António Guterres, o natural candidato presidencial da esquerda acabar por ser o comissário nomeado de uma lista de oito candidatos, duvido que arrepie caminho e troque um lugar internacional de destaque - algo que sempre ambicionou, pela cadeira do Palácio de Belém.
Ora, neste cenário de semi-orfandade resta um nome: Diogo Freitas do Amaral.
Decorrente da sua aproximação à família política socialista, com o beneplácito do PCP e, sobretudo do Bloco de Esquerda - veja-se a forma como foi defendido esta semana, por essa bancada no parlamento, face às investidas do CDS-PP, teremos o candidato do consenso.
Apresentando um currículo de oposição à guerra no Iraque e à administração Bush, o exercício de altas funções na ONU, o cargo de ministro de um governo socialista, Freitas será ainda o símbolo da evolução política, para certos sectores de esquerda. Para além disso, terá ainda como trunfo, a possibilidade de poder colher votos à direita.
Poderá estar assim encontrado o adversário de Cavaco Silva nas próximas eleições presidenciais.
Interessante!
Para além da apelatividade de uma contenda presidencial entre Cavaco Silva e Freitas do Amaral, e da inquestionável qualidade e do brilhantismo de ambos enquanto candidatos, gostaria de ver esta tese confirmada, inclusivé porque a mesma sempre foi "rotulada" como absurda pelo inevitável e incontornável José Pacheco Pereira.
Fazendo um balanço dos primeiro cem dias de governação socialista, sob a batuta de José Sócrates, tenho forçosamente de classificá-la como extremamente positiva.
Arrojo e coragem na adopção de medidas duras e impopulares, um discurso honesto e objectivo sem se pretender esconder a verdade aos portugueses, blindagem face à comunicação social, anúncio do fim dos privilégios dos detentores de cargos políticos, regulamentação da nomeação de gestores públicos, um núcleo político do governo indubitavelmente eficaz, indiciam um governo no bom caminho e transmitem confiança redobrada à generalidade dos portugueses.
Na pasta da Educação, neutralizou-se exemplar e habilmente a injustificada - nos timings - greve da classe docente e conseguiu-se, em magnífico contraste com o anterior executivo, a divulgação das listas definitivas de professores, de forma atempada e sem levantar qualquer celeuma. Está de parabéns a ministra Maria de Lurdes Rodrigues.
Em relação ao Ministério da Agricultura, Jaime Silva foi exemplar a "agarrar" os dossiers e a encetar as negociações pendentes com Bruxelas, gerindo correctamente o problema corrente da seca.
O ministro António Costa, tutelando a Administração Interna, deu uma resposta cabal e rápida à ocorrência do "arrastão" e à divulgação dos problemas de segurança na linha da CP de Sintra.
Na Saúde, António Correia de Campos, um profundo conhecedor do sector, entrou bem revelando uma grande vontade de resolver os graves problemas e alguma coragem a enfrentar as corporações do mesmo.
Luís Campos e Cunha, pese embora alguma inabilidade política na gestão do tema da sua reforma do Banco de Portugal, revelou competência e decisão na definição de uma política faseada de rigor no controlo do défice público.
Na pasta dos Negócios Estrangeiros, Diogo Freitas do Amaral tem claramente correspondido às expectativas, ou mesmo superado, nomeadamente na negociação junto de Bruxelas do quadro comunitário de apoio, lutando pela repartição justa dos fundos de coesão. Também na sensível questão do jovem português detido no Dubai, a sua intervenção foi decisiva, revelando grande tacto político e diplomático.
Estas são as pastas ministeriais que para já têm merecido destaque e garantido maior visibilidade na sua acção nestes primeiros cem dias, mas por contraste apetece perguntar:
Onde anda o ministro da Economia, Manuel Pinho?

De qualquer modo, deve ser feito um balanço muito positivo desta fase inicial da acção governativa socialista, a qual tem ganho pontos nas poucas semelhanças que apresenta face aos consulados guterristas que passaram por S.Bento, dando força e razão à tese que sempre defendi, segundo a qual José Sócrates era o homem ideal para liderar o Partido Socialista, e pelos vistos o governo de Portugal, quer pela sua postura pragmática, quer pela confiança e seriedade que transmite.
Nota muito positiva!

Achei perfeitamente abjecto e rasteiro o aproveitamento político e a fumaça que foram criados em consequência da gaffe da Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues.
Pôr em causa a competência de alguém com o seu perfil ou ousar mesmo compará-la à sua antecessora só mesmo por um banal exercício de má-fé ou de pusilanimidade.
Num país onde se sublima o culto da inveja tudo é de esperar...
No entanto, também me parece que deve ser feito um esforço mais sério no sentido de preparar os senhores ministros para declarações perante a comunicação social. É que assim talvez se evitem estas situações e se esvazie o espaço no qual os exploradores profissionais da polémica em sorrelfa se movem.
Escrever muito e dizer um punhado de nadas...
Já agora, quem é Emanuel Monteiro?
Numa entrevista dada à SIC, Pedro Santana Lopes afirmou sentir-se "obrigado" a intervir porque considera que o comportamento do actual Governo socialista é "um embuste político" sem precedentes na história política portuguesa.
Por que será que certas pessoas definitivamente não aprendem a ter um pouco de vergonha na cara. Tendo sido Santana um dos piores primeiros-ministros da nossa história, o melhor que tinha a fazer, para bem dele e de todos os portugueses, era recolher ao seu cantinho, deixar de "andar por aí", ficar bem caladinho e meter na gaveta a estratégia da vitimização.
Assim, cada vez hipoteca mais qualquer hipótese de futuro político...o que para o país até nem será mau!
As regras para a escolha das chefias da Administração Pública, também muitas vezes designados como os "jobs for the boys", vão hoje a debate na Assembleia da República.
Mas entretanto quantos boys é que não foram já colocados nesta era socrática? É que enquanto o "pau vai e vem, folgam as costas"!

Em comunicado hoje emitido, o Ministério das Finanças responsabiliza o governo anterior pela actual situação de défice excessivo da economia portuguesa, depois de Bruxelas ter aberto um procedimento contra Portugal por ultrapassar o limite de 3% do défice.
Mais uma vez se incorre na teimosa e perniciosa tentação de recorrer à estratégia da "batata quente" para limpar a face.
Será que nesta fase é mais importante apurar responsabilidades face aos problemas reais ou fazer tudo por tudo concentrando energias na erradicação dos mesmos?
Seguramente que ninguém com um pingo de ética e de honestidade intelectual poderá afirmar que a situação de extrema fragilidade em que se encontra a economia portuguesa decorre apenas dos últimos anos de governação laranja.
Não é sério!
Sobre a anunciada intenção de PS e PSD apoiarem a introdução de círculos uninominais, nas eleições legislativas, a qual merece o meu aplauso, vem Nuno Melo, líder da bancada parlamentar do CDS, afirmar:
«Tenho algumas reservas sobre a introdução do sistema. O problema passa depois pela escolha das listas que, muitas vezes, são pessoas que, apesar de conhecidas, não pertencem a esses círculos»
«Como se garante que um determinado grupo económico ou de interesse local não promova candidatos recorrendo a este método de círculo uninominal?»
E quem garante que não existem actualmente deputados eleitos com o beneplácito ou com a recomendação de certos grupos económicos? Aliás, seria interessante saber, de forma objectiva e clara, quais as contrapartidas que os partidos têm oferecido aos grupos económicos que ao longo de vários anos, "generosamente", têm doado elevadas verbas aos mesmos.
Parece-me que com este argumentário Nuno Melo vem dar um valente tiro no pé.
Segundo noticia hoje o Correio da Manhã, a Comissão Técnica Eleitoral do Departamento Nacional das Mulheres Socialistas confirmou a reeleição de Sónia Fertuzinhos à frente das mulheres socialistas, com 50,4% dos votos, mas Maria Manuela Augusto, a candidata derrotada, já apresentou ontem uma queixa ao Conselho Nacional de Jurisdição do PS a contestar os resultados.
Este processo faz-me lembrar a guerra que estalou há uns anos entre duas candidatas à liderança da JS, com cenas pouco edificantes ocorridas entre ambas, parecendo que afinal quem tem razão no meio disto tudo é José Sócrates, ao ter incluído na sua equipa governamental poucas mulheres conotadas com o PS.
Ele lá sabe o que essa casa gasta...
O presidente da concelhia socialista de Oeiras, Emanuel Martins será o candidato do PS à autarquia, segundo o Diário de Notícias.
Com a anuência de Jorge Coelho vai assim avançar um nome que pouco ou nada diz aos oeirenses, sendo voz corrente no Largo do Rato, que a candidatura de Maria de Belém nunca foi efectivamente equacionada, tendo sido essa possibilidade e a posterior nega da ex-ministra uma mera encenação combinada com Jorge Coelho.
A pergunta que muitos eleitores de Oeiras fazem é esta:
Por que motivo nunca quis o coordenador autárquico socialista apresentar um candidato forte que que realmente possa fazer "sombra" a Isaltino?
É certo que Coelho e Isaltino são "amigos e compinchas" mas será a amizade capaz de se sobrepôr aos interesses do PS?
No mínimo, é um processo estranho que permite as mais variadas interpretações...
A recém-eleita direcção do CDS, liderada por José Ribeiro e Castro já está a ser contestada no seio do partido, devido a divergências profundas entre dirigentes que estiveram ligados a Paulo Portas e a actual equipa dirigente.
Era óbvio e previsível que os "portistas" e "telmistas" não iriam ficar muito tempo nos seu canto a carpir mágoas resultantes do desfecho do último congresso, mas o facto de Ribeiro e Castro não lhes estar a dar a importância a que estavam habituados, está visivelmente a mexer com os meninos.
Em face de tudo isto, só tenho duas dúvidas:
Como vai o novo líder do CDS coabitar com um grupo parlamentar adverso e maioritariamente afecto a Telmo?
Qual o papel de Paulo Portas em todo este processo de pré-anúncio de guerra civil no Caldas?

Um comentário positivo sobre a prestação de Rui Rio no programa televisivo "Ora diga lá Excelência", emitido no passado domingo.
Perfeito domínio dos dossiers, profundo conhecimento da cidade e dos problemas dos cidadãos portuenses, postura firme e corajosa, um projecto consistente para a cidade invicta, dão segura e indubitavelmente força e legitimidade à sondagem que lhe atribui maioria absoluta nas próximas autárquicas.
O Porto em boas mãos!
Muito se tem falado por estes dias sobre a avaliação que em vários sectores se faz dos 100 dias de governação socrática.
Não querendo embarcar nessa análise, pelo menos para já, prefiro enaltecer o mérito de Luís Marques Mendes ao leme do PSD, transcorridos 70 dias.
Afrontar Isaltino Morais e Valentim Loureiro, e ter coragem de criticar os recentes dislates de Alberto João Jardim, para além de ter disciplinado a organização interna do partido, são indícios de que o PSD tem um líder que se tem mostrado à altura (não é piada!) das responsabilidades e das exigências.
Uma muito agradável surpresa!
Jorge Coelho defendeu ontem uma coligação pós-eleitoral, na Câmara de Lisboa, com o PCP e o BE.
Ora aqui está mais uma bela razão para não votar em Manuel Maria Carrilho!
Jorge Sampaio, com os seus recentes discursos inflamados, criticando o país económico, político e social, parece dar a sensação de só agora se ter apercebido da realidade em que os portugueses vivem há anos.
Neste seu final de segundo - e último - mandato, Sampaio lembra-me aqueles alunos que não estudam "pevas" durante o ano todo e no fim do mesmo desatam a fazer directas para empinar tudo aquilo que lhes passou ao lado.
Confrangedor!
"Barco parado não faz viagens"
Retive sempre esta frase, a qual era muitas vezes dita, ironicamente, por alguém que sempre teve o condão de afundar as empresas ou os projectos pelos quais passou, para além do talento nato em criar mau ambiente!

"À excepção da honra, tudo se compra e tudo se vende"
António Champalimaud
Sábias palavras de um homem que marcou um país e várias gerações, mas uma frase que infelizmente não se pode aplicar a alguns arruaceiros truculentos e arrivistas dos quais teve o desprazer de conhecer o respectivo veneno.

Objecto altamente recomendado a essa bela ave - a andorinha - para que veja quão bela, mas por vezes ridícula e titubeante no seu voo, ela é...
A grande arma dos medíocres é a arrogância e a presunção...
Só assim conseguem suportar a sua condição de inferioridade...
Só assim conseguem não sucumbir aos seus sentimentos de inveja e aos seus ressentimentos...
Só assim é que conseguem ser vistos, e só assim recebem atenção de que tanto necessitam...
Que as cortinas se abram...
Que os medíocres presunçosos tomem o palco e recebam os aplausos nossos,
Dos que se compadecem com a sua pobreza de espírito e suas intelectualidades fronteiriças.
É a patética realidade dos pseudo intelectuais aculturados que precisam da nossa atenção para alimentar os seus delírios de superioridade,
Suas necessidades narcisistas de auto-importância.
Resta-nos o compadecimento por sua fragilidade, por seu exercício de futilidade em tentar tão desesperadamente se mostrarem o que não são...
Steinhoffer

A diversidade de Pessoa atrai grupos diferentes por razões diferentes. Susucki e Thomas Merton interessaram-se por Alberto Caeiro ter uma mundividência Zen quase perfeita. Os, admiradores de Nietzsche e Walt Whitman adoram o espírito e o verbo de Álvaro de Campos. Tal como os nacionalistas patrioteiros se agarram à letra da Mensagem.
(...)
Quantas pessoas, daquelas que passeiam Pessoa debaixo do braço e o mencionam do púlpito de mesas em congressos e lhe citam os Santos Livros nos jornais e revistas, tomam a sério o seu niilismo?
(...)
Citar Marx nos anos setenta, e Pessoa, agora, é parte do mesmo fenómeno, sintoma do mesmo mal.
(...)
E quem o lê para além das selectas e das citações nos artigos dos jornais? Cita-lhe o nome quem quer elevar um pouco a imagem do seu paleio.
Onésimo Teotónio de Almeida
Como é que se constrói o sentimento de subalternidade? O que faz uma pessoa sentir-se inferior à outra?
Na história do nosso país, no dia-a-dia de uma rotina que reforça a desigualdade social, surgem sentimentos, medos, lembranças, ansiedades que muitas vezes não percebemos mas que modificam a forma de vermos o mundo.
É assim.
Uns nasceram para ser paus-mandados!
Uma santa opinião expressa há uns meses mas com incrível actualidade!

Confidenciou fonte segura que o professor Aníbal Cavaco Silva está a ponderar seriamente não se candidatar ao cargo de Presidente da República.
O motivo para tal decisão tem a ver com o facto de Manuel Monteiro, do PND, ter ameaçado não apoiar essa candidatura se o professor de Boliqueime teimar em apoiar o SIM à Constituição Europeia, lembrando ainda que o seu candidato preferido seria Francisco Pinto Balsemão.
Diz quem o conhece, que Cavaco Silva leva muito a sério as ameaças que lhe fazem...e que desde esse momento tem tido muitas dificuldades em dormir.
Querem ver que Manuel Alegre tem um sósia?

Monteiro e Portas, no início dos anos 90, procuraram furar esse bloqueio do sistema que tolhia o CDS e tentaram fundar, sobre as bases que ainda restavam do partido democrata-cristão e europeísta, uma nova formação política, o PP. Que, com um discurso populista, anti-europeu, nacionalista e chauvinista, conseguiu chegar perto dos 10% no ocaso do cavaquismo. No ciclo de Governos PS que se seguiu, o PP percebeu que não conseguiria crescer mais eleitoralmente (as suas votações caíram para a casa dos 7% a 8%) e foi dilacerado por divisões internas.
José António Lima (Expresso)
Mas Freitas perdeu (em 1986), e a onda revanchista que inevitavelmente se teria gerado caso tivesse ganho esmoreceu. Foi uma vitória da Esquerda contra a Direita, e foi também um triunfo da Maçonaria sobre a Igreja – uma história que, um dia, alguém há-de contar. O Professor manteve-se durante mais alguns anos à frente do partido que fundou em 1976 – o CDS, única força política a votar contra a Constituição democrática – mas acabou por se afastar quando os filibusteiros de Monteiro e Portas tomaram o poder interno.
Viriato Teles
Foi da consciência desta irrelevância que nasceu a ruptura de Monteiro e Portas com o passado do CDS. Portas, sobretudo, quis duas coisas uma, salvar um partido que ameaçava extinguir-se, absorvido pelo cavaquismo, conferindo-lhe um cunho ideológico que o separasse das águas indistintas da social- -democracia do Bloco Central; a outra, criar um embrião de efectivo partido de direita, que afinal continua sem existir em Portugal.
Luciano Amaral (DN)
Grandes amizades públicas foram enterradas de repente. Ou, mais recentemente, dos amigos de Peniche - com o devido respeito, ó terra do forte! - em que se transformaram os Drs. Monteiro e Portas. Tão amigos que eles eram, onde ia um já estava o outro, quando um falava já o outro ouvia.
De repente a coisa é publicamente esclarecida.
Primeiro, num jornal, a mãe do Dr Portas elogia-lhe o jeito para a culinária e a mão para os temperos e diz que nunca viu quem fizesse um arroz como ele, branco, soltinho, seco, uma maravilha.
Fiquei tranquilo por saber que, em caso de crise no alto mar, a bordo de qualquer corveta, a tripulação está a salvo: tem um ministro que percebe de cozinha. Mais, se tiver necessidades por lhe faltarem o emprego e os assessores, já o imagino a cantar em dueto, na queima das fitas, com o Sr. Quim Barreiros e a preparar pratos de bacalhau.
Nem de propósito uns dias depois, num outro jornal, vem o Dr Monteiro dizer que é um nabo e que não sabe fazer nada. Sim, sim, na culinária também!
O máximo que consegue é abrir latas de sardinhas em conserva, importadas de Marrocos e abrir pacotes de batatas fritas compradas no Continente.
Fez-se luz! Como poderia ter prevalecido uma tal amizade, letalmente ferida por desigualdades de tão grande dimensão?
Nunca o Dr Monteiro, com tão relevante lacuna no currículo, poderia aspirar a ser eleito de novo presidente do partido. Lixou-se e teve de fundar outro onde as exigências, que ele próprio definiu, são menores.
Mas está a tempo de aumentar os seus conhecimentos, nunca é tarde para estudar e voltar a concurso. Se assim o entender, gratuitamente, indico-lhe a morada da Escola de Hotelaria do Porto e acompanho-o até à recepção. Para que se inscreva!
LFV (Placard.weblog)
Não, a frase do post anterior não é de minha autoria, nem a dirijo a quem quer que seja!
Sendo a mesma perfeitamente usual em conversas de café entre amigos, no entanto, esta em concreto, foi proferida por Alberto João Jardim, presidente do Governo Regional da Madeira.
Até quando vai esse senhor continuar a ser tratado como inimputável?
Há por aí uns bastardos...para não lhes chamar filhos da p***!
«Há um sector em Portugal que tem que dar um contributo maior. É o financeiro, da banca e das companhias de seguros»
Jorge Coelho
Finalmente um discurso socialista de alguém que afirma ser socialista. Já era tempo de haver uma sugestão ou uma ideia que revelasse menos vergonha em se ser socialista.
É certo que não partiu de qualquer membro do Governo, mas pelo menos vem de alguém com peso no PS, com evidente influência.
De acordo com uma notícia hoje publicada no Correio da Manhã cada vez mais jovens estão a aderir à Maçonaria.
Ora se os tempos são de crise, se o mercado de trabalho está cada vez mais fechado, é natural que se "agarrem" a tudo aquilo que lhes possa abrir portas...
Outros o fizeram e outros o farão.
Conheço aí uns quantos, não tão jovens, que andam a bater a várias portas mas se calhar, ou ainda não se lembraram dessa, ou não os deixaram entrar.
Até andam por aí uns tipos fisicamente parecidos com ele, talvez mais calvos, talvez mais gordos, seguramente muito menos dotados intelectualmente, mas alguém tem visto ultimamente o genuíno?

Pelo défice, faz o que eu digo, não faças o que eu faço!

O congresso do Partido Popular Monárquico, que se realiza este fim-de-semana, no Hotel D. Pedro, promete ser polémico já que se discute a questão sobre quem deve ser o legítimo pretendente ao trono português.
Nuno da Câmara Pereira defende que o trono é do Duque de Loulé, D. Pedro Mendonça.
Pignatelli Queiroz preconiza que o trono luso é de D. Duarte de Bragança.
É por estas e por outras que os portugueses são cada vez mais um povo convictamente republicano.
Alguns senhores ainda teimam em viver na era da nobreza e da plebe.
Todas as máscaras, inevitavelmente, acabam por caír...
Temos o direito de exercer na totalidade a nossa liberdade de expressão, cabe-nos a legitimidade de arrepiar caminho em relação a opções erradas, podemos tecer opiniões e críticas sobre os outros, ou sobre ideias, podemos gritar bem alto a desilusão da inexorável descoberta de falta de carácter em pessoas que antes respeitávamos, mas não podemos nem devemos aceitar a cobardia infame dos fracos.
Pactuar com isso é aceitar a falsidade, a hipocrisia, o cinismo e a falta de carácter de "gentalha" medíocre que não é digna do nosso respeito...
Nesses casos só existe uma alternativa: a luta sem tréguas!
Como não bastavam os insultos anónimos via e-mail, agora também recebo cobardes ameaças anónimas no meu telemóvel, através de cabines telefónicas públicas.
Não brinquem com o fogo...


No novo espaço semanal de opinião, de António Vitorino, hoje iniciado na RTP, retive duas ideias:
1. Vitorino estará no espaço de uma "geração" disponível para ser candidato presidencial.
2. Aquele que é apontado por muitos como o D.Sebastião do PS e como um homem intelectualmente brilhante, deixou de forma velada, patéticas ameaças e um certo tipo de chantagem sobre as consequências que Portugal corre, caso o NÃO no referendo à Constituição Europeia vença.
Confesso que não gostei!
Será que o desespero dos federalistas já é assim tanto?

Depois de (São) Francisco Assis educadamente lhes ter fechado a porta, não respondendo assim às suas preces, tal como Sócrates tinha feito aquando das legislativas, agora é a vez de quererem ir bater à porta de Rui Rio.
Será assim tão difícil fazer política com um pingo de bom-senso, de vergonha e de pudor?
Para alguns, parece claramente que sim.
Só tenho uma dúvida:
Num processo de negociação ambas as partes têm algo a oferecer. E aqui?

Marcelo Rebelo de Sousa elogiou ontem José Sócrates devido a algumas das medidas propostas que visam combater o défice em Portugal.
O professor acrescentou que, com algumas das posições tomadas, o primeiro-ministro vai colocar o Socialismo na gaveta.
Ora a pergunta que faço é esta:
Mas o Socialismo não está já na gaveta lá para as bandas do Largo do Rato, pelo menos desde a época guterrista?
Qual é a novidade?
Parecendo querer reeditar uma estratégia que culminou na conquista da Câmara Municipal de Sintra, por parte de Fernando Seara, o PSD está a pensar convidar José Dias Ferreira, ex-dirigente do Sporting Clube de Portugal, para liderar a lista do partido à Câmara Municipal da Amadora.
Querem ver que para se ser um candidato autárquico de sucesso, tem que se passar previamente pelo tirocínio dos comentários futebolísticos?
Não façam essa maldade ao nosso grande sportinguista Dias Ferreira!

José Manuel (Durão) Barroso:
"O não francês põe um problema muito grave à Europa."
Não me parece que seja o caso pelo que não concordo com o insigne presidente da Comissão Europeia.
Acredito sobretudo, que a partir de agora a construção europeia vai prosseguir ouvindo-se os cidadãos europeus e não incorrendo no erro de fazer as coisas à revelia dos mesmos...
Confesso que fico bastante preocupado quando vejo o PS e o PSD em sintonia no que se refere à Constituição Europeia, ao contrário do que se passa na política interna em que não conseguem estabelecer pactos de regime sobre questões essenciais.
Até por isso ainda mais me apetece dizer NÃO no referendo que se aproxima.
Por outro lado, quero crer que tal como em França haverá grande oportunismo político em relação aos resultados, por parte daquelas forças políticas "soberanistas", agora travestidas de europeístas moderadas.
Votar no referendo com motivações de política caseira parece-me um erro crasso, o que aliás aconteceu ontem em França.
A única diferença em relação aos gauleses é que em Portugal os Jean-Marie Le Pen são mais envergonhados.
Haverá sempre oportunistas de ambos os lados da barricada...

Jacques Chirac

Valéry Giscard d'Estaing
Dois dos grandes derrotados nesta noite eleitoral em França!

Actualização de resultados aqui. E já agora leiam La Chronique du Roué.

Nesta onda colectiva de necessidade de contenção de despesas será que alguém faz a análise da relação entre os gastos das viagens presidenciais de Jorge Sampaio e o respectivo retorno?
Tanto se faz a propaganda de que essas visitas têm como objectivo captar investimento para o nosso país, que talvez fosse conveniente fazer uma avaliação se tal efectivamente se verifica...
Já dizia o outro: se é para poupar que seja para todos!
Eduardo Ferro Rodrigues anunciou hoje não ser candidato a candidato presidencial, preferindo sugerir o nome de António Vitorino.
Afirmou ainda que considera Cavaco Silva um mau candidato, acenando com fantasmas de que assim o governo corre o risco de ser dissolvido ou alvo de bloqueio.
Na minha opinião, para além de considerar que o professor de Boliqueime até está em sintonia com Sócrates, no que a questões económicas respeita, nunca cometeria tal suicídio político no seu primeiro mandato, hipotecando a reeleição.
Delírios ferristas...

Miguel Cadilhe, o mais emblemático ministro das Finanças de Cavaco Silva, acusa-o de ser o principal responsável pelo Novo Sistema Retributivo da Função Pública, que conduziu ao enorme aumento da massa salarial dos funcionários no início dos anos 90 e que representa hoje 15% do PIB, sendo a terceira administração pública mais cara da União Europeia.
Mas não terá Cadilhe, agora transformado num sniper que dispara em todas as direcções, também culpas no cartório, quanto mais não seja por cumplicidade no silêncio?
O ex-ministro das Finanças defende-se dizendo que tentou contrabalançar o novo sistema nomeadamente com a introdução de auditorias externas aos serviços, mas Cavaco desistiria delas, confessa Cadilhe, «nem sei bem porquê». O ex-ministro conclui ainda: «Admito que a resistência dos burocratas se tenha aliado às conveniências eleitorais e anti-reformistas dos políticos».
Ora se não concordava com a postura do professor de Boliqueime e com estas regras de jogo que agora denuncia, por que motivo não apresentou ele nessa altura a demissão, mas sim mais tarde e por outras razões? E por que só agora fala?
O Partido Socialista invocou hoje hipocritamente a "situação grave" do país para rejeitar uma alteração imediata ao regime do subsídio de maternidade, que previa o pagamento de 100 por cento do salário nas licenças de quatro e cinco meses.
Com este argumentário, só falta este governo aprovar com a maior brevidade possível a legalização da interrupção voluntária da gravidez, para que a taxa de natalidade baixe, poupando-se assim nos subsídios de maternidade.
Atendendo a este tipo de argumentos e de decisões, este governo de José Sócrates começa com o pé esquerdo, sobretudo no que à sensibilidade social respeita.
E entretanto, Fernando Gomes e outros "camaradas" socialistas lá vão tratar da sua vidinha na Galp...à custa dos contribuintes!
Agora, mais que nunca, apetece dizer:
Estes tipos são todos iguais!
A consultar: a Constituição Europeia, em versão resumida, no formato powerpoint.

A ler com muita atenção este Oui ou Non? entre Paul Thibaud e Emmanuel Todd, na véspera de um fim-de-semana "quente" em França, no que concerne à realização do Referendo sobre a Constituição Europeia.
Sendo um europeísta absolutamente convicto, rejeito no entanto "esta" Constituição Europeia que nos propõem, tanto pela forma como a mesma foi elaborada e discutida, em criticável hermeticidade, quer pelo facto de representar um passo sério rumo à Europa federalista que rejeito.
No entanto, ao ver a exploração política que forças partidárias marginais fazem deste tema, as quais se ficam pelos sound bytes e ao ler os seus argumentos titubeantes, receio que muitos ainda venham a votar SIM! Só me apetece pedir-lhes que estejam quietinhos.
Apesar de tudo, louve-se o exemplar esforço de Pacheco Pereira, a "cara" do NÃO!
Os senhores deputados portugueses pretendem que se leve a cabo o mais rápido possível, a construção de um novo edifício para albergar tão insignes representantes da Nação. E segundo consta, tal empreitada vai mesmo avançar.
"Tem" toda a lógica pedir sacrifícios aos portugueses, impondo medidas de austeridade, para depois se assistir a este tipo de reivindicações, vindas sobretudo de quem deve dar o exemplo.
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Apoiar Francisco Assis (PS) no Porto e Carmona Rodrigues (PSD) em Lisboa.
Ora aqui está a genial receita de "jogar" em dois tabuleiros, que Manuel Monteiro propõe, por forma a ver qual lhe poderá dar mais frutos no futuro...
Será para isto que são necessárias novas forças políticas? Para apoiar em eleições autárquicas candidatos dos dois grandes partidos que incorrem na nociva "alternância" democrática?
Realmente, o xadrez político vive de reis, raínhas, bispos, torres, cavalos e pelos vistos também de...PEÕES!
Este senhor ainda nos consegue surpreender...só que infelizmente, cada vez mais pela negativa!
Por outro lado, consegue sugerir a ideia peregrina, numa tirada demagógica, de que os portugueses devem levar o Estado a tribunal pelo "assalto sistemático à bolsa da classe média".
Mas digam-me cá uma coisa:
Esse "tal" Estado que ele propõe processar não é o mesmo que tem tido ao leme os dois partidos dos candidatos que agora pretende apoiar?
O regresso em força dos "velhos" boys:
Fernando Gomes, ex-ministro de Guterres e ex-presidente da Câmara Municipal do Porto, foi ontem nomeado administrador da Galp. Se for dado a Fernando Gomes um cargo executivo, o ex-autarca deverá ganhar um salário de 15 mil euros por mês, a que acresce cartão de crédito e outro tipo de ajudas de custo.
Se se mantiver a tabela salarial praticada durante a presidência de Ferreira do Amaral, o novo ‘chairman’ vai ganhar 30 mil euros por mês.
Também Murteira Nabo foi nomeado presidente da companhia, tendo ainda sido reconduzidos outros três socialistas: Pina Moura (em representação dos espanhóis da Iberdrola), José Penedos (presidente da REN) e Eduardo Oliveira Fernandes (ex-secretário de Estado Adjunto do ministro da Economia, Braga da Cruz).
Desta forma, descarada e escandalosa, se faz a alternância do exercício de poder em Portugal.
E ainda vêm estes senhores pedir sacrifícios aos portugueses...
António Guterres, ao ser nomeado Alto Comissário das Nações Unidas, provocará seguramente uma queda abrupta no número de refugiados. É que com a "exemplar" folha de serviço que apresenta enquanto primeiro-ministro, com uma governação "imaculada", duvido que alguém se atreva a obter o estatuto de refugiado, sabendo que corre o risco de receber o seu "competente" apoio ou dos seus novos boys...
E já agora: não é um pouco patética esta exultação nacionalista pelo facto do senhor ter sido o escolhido?
Das duas uma: ou ainda há uns quantos que ingenuamente pensam que o país lucrará algo com isso ou na realidade é um suspiro de alívio colectivo por parte das hostes cavaquistas!

O Governo liderado por José Sócrates aprovou hoje, em Conselho de Ministros Extraordinário, medidas para a redução do défice, sendo que nessa reunião todos os ministérios apresentaram um programa para baixar as suas despesas.
Não tendo sido ainda anunciadas publicamente essas medidas que visam reduzir os "badalados" 6.83%, tenho esperança que o Governo atenda, não só ao curto-prazo, mas aproveite também para definir metas mais alargadas no tempo.
Aumentar a receita no imediato, por via do aumento de impostos, será uma panaceia de efeito imediato mas ligeiro, porque peca na pouca sustentabilidade e no artificialismo, para além do diminuto espaço de manobra.
O grande problema passa por controlar a despesa gerada pela gigantesca máquina do Estado, verdadeiro sorvedor de recursos. Ora, não aproveitar para atacar este lado estrutural do problema, provavelmente o mais grave, será um risco tremendo que se correrá.
Após controlo dos gastos do Estado, e consequente consolidação orçamental, poder-se-á então concentrar esforços no sentido de redinamizar a economia, apoiar o nosso tecido empresarial, por forma a aumentar investimento e receita.
Aguardemos assim avidamente pelo anúncio das tais medidas aprovadas, tendo esperança que as prioridades tenham sido bem definidas!

António Guterres é o novo Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados. Quando Maçonaria e Opus Dei decidem dar uma mãozinha, a coisa resulta bem.
Perspectiva-se assim um autêntico "passeio" por parte de Cavaco Silva nas próximas eleições presidenciais. Quantos é que se vão agora colar à candidatura do professor de Boliqueime, declarando-lhe publicamente o seu apoio? Aceitam-se apostas...

"Há mais vida para além do défice!"
Então agora já não pensa assim, dr. Jorge Sampaio? O que mudou? Ah, foi o governo...que agora é socialista!
Para concorrer com as declarações de Jorge Sampaio na eleição da frase mais estapafúrdia do dia, e ainda sobre o mesmo tema, temos esta de Bagão Félix:
"O défice previsto pela comissão Constâncio para este ano foi encontrado à luz de formulações completamente diferentes daquelas que presidiram à elaboração do Orçamento de Estado de 2005 em Setembro do ano passado."
À luz desta brilhante teoria, seria curial que os portugueses percebessem que os seus problemas quotidianos derivam de formulações. Se as mesmas forem alteradas, provavelmente os problemas até podem mudar de nome ou mesmo desaparecer. É tudo relativo!
«O problema do défice é complicado e difícil...todos os portugueses têm que ter consciência do muito trabalho que há a fazer». Estas declarações são de Jorge Sampaio, aludindo ao valor de 6,83% de défice apurado.
No meio de tudo isto, só estranho que o Presidente da República tenha pactuado com todo este descalabro económico, desencadeado por governos com os quais coabitou, e nada tenha feito, vindo agora fazer estas declarações repletas de lugares-comuns!
Apetece perguntar: onde estava o senhor?
José Sócrates anunciará na quarta-feira, durante o debate mensal no Parlamento, as medidas do Governo contra o défice de 6,83% apurado pela comissão independente às contas públicas.
Estando os portugueses dispostos a mais um aperto de cinto, vamos ver se é desta que o governo adopta uma postura de coragem, visando enfrentar os graves problemas que afectam a nossa economia, mesmo que tal venha a ter custos eleitorais para o partido do governo nas autárquicas.
Terá José Sócrates a firmeza de pôr os interesses do país acima dos do seu partido e dos boys e das girls? Eu acredito que sim.
António Guterres começou a cavar o buraco, Durão Barroso ajudou a tirar mais terra, Pedro Santana Lopes no pouco tempo que lhe foi concedido ainda deu uma forte mãozinha, e com isto tudo estamos todos dentro do "buracão" que nos foi legado por esses senhores (des)governantes, os tais que negavam a sua existência!
Que fará agora Sócrates?
Manchete da edição de hoje do Independente:
Ministério Público fez buscas ao empreiteiro A. Santo e ao escritório do bastonário da Ordem dos Advogados, na semana passada. E descobriu que Jorge Coelho é gerente de uma empresa com escritório na urbanização que Américo Santo vendeu ao seu Governo para instalar a Loja do Cidadão. Coelho diz que comprou a sala em 2002, depois de ver um anúncio. Negócios entre José Luís Judas e a A. Santo, que prejudicaram a Câmara de Cascais em mais de quatro milhões de contos, estão a ser vistos à lupa.
Ora, nada disto me surpreende, sobretudo quando tem a ver com alguém que não quis ir para o governo, preferindo ficar resguardado a controlar a máquina socialista. Só Jorge Coelho sabe porque motivo tomou essa decisão...
E não é por nada, mas de repente lembrei-me de Oeiras, Teixeira Duarte, etc
Ah, e quanto ao bastonário da Ordem dos Advogados, também não é má-vontade mas não ponho as mãos no fogo por ele!
...DESCOBREM-SE AS VERDADES.
Isaltino Morais acusou ontem na SIC Notícias, o presidente do PSD, Luís Marques Mendes de ser o homem que mais pressão fez nos últimos 30 anos para colocar amigos no aparelho de Estado, revelando um caso concreto de «pressão» sobre si próprio.
Com esta postura de desespero, roçando a política suja, Isaltino sujeita-se a perder muitos votos em Oeiras, precisamente dos eleitores que no passado o respeitaram mas que não pactuam com esta postura, vinda de quem tem muitos, mas mesmo muitos, telhados de vidro.
O melhor que esse senhor tem a fazer é arrepiar caminho, meter a sua candidatura no "saco" e deixar a vida política.
Poupava-nos a estes despautérios!

Comentários deixados pelo "senhor" STALTERI no blogue O Sangue LEONINO, um senhor que aliás aqui anteriormente se definiu como apoiante da Nova Democracia, como sportinguista e como muito bem-educado:
> Conseguiste dormir bem ó arte de opinar? tá-te a doer muito? então que doa, ah ah ah
> É FODIDO NÃO?...
Isto tudo a propósito da derrota do meu clube frente ao CSKA. Para além de assinar com outro nick - KARL SADLER - esqueceu-se e deixou lá o nº de IP e o seu e-mail:
joaopnd@iol.pt
O rapaz tenta ser esperto mas ainda domina mal estas coisas do anonimato na net...
Aqui se comprova a boa educação e a frontalidade de alguns senhores afectos ao PND.
Imbecis existem em todo o lado mas parece que abundam mais nuns sítios do que noutros.
Criancices...
Ah, e depois desta denúncia esse senhor é o tal que escreveu no blogue de um conhecido dirigente do partido em questão - desta vez com o nick "1 amigo" - no respectivo espaço de comentários, esta pérola:
> Recomendo-lhe que retire o link ao blog de nuno moreira de almeida pois este adopta um comportamento de prefeito cretino e não posso conceber que o senhor seja amigo daquele reles grosseiro.
Afinal no meio disto tudo quem é que é grosseiro? O problema do rapaz é que deixa o e-mail dele em todo o lado onde comenta anonimamente. Um fartote!
Não sou homossexual (graças a Deus), nem tenho aspirações escondidas (ou reprimidas) de algum dia o vir a ser, e se tenho amigos que o são, desconheço-o, mas já me desagrada que algumas facções de Direita andem tão obcecadas com tal minoria(?).
Para além de desconfiar da verdadeira natureza das motivações por trás de tal obsessão, será que esses senhores se esquecem de tanta "bicharia" que milita à Direita?
Pode ser-se liberal nos costumes e em paralelo ser-se heterossexual, mas não há uns quantos autoproclamados conservadores que também gostam de "aconchegozinho"?
Afinal, onde está a hipocrisia?
E escrevo isto na condição, nem de conservador, nem de liberal nos costumes, gostando nessa área mais de ir pelo "centro", pelo que sou perfeitamente insuspeito.
Apelo "pescado" no Último Reduto, de Pedro Guedes:
Meu caro dr. Manuel Monteiro,
Vi ontem no Diário de Notícias que se propõe apoiar a candidatura do socialista Francisco Assis à Câmara do Porto. Se quer que eu seja sincero, tanto se me dá como se me deu que apoie o Assis, o Tino de Rans ou o Cubillas. Noto que faz questão de fazer transitar para o seu agrupamento o velho problema do CDS de ter bases à direita do chefe, mas isso - é como lhe digo - é lá consigo. Por mim, até pode apoiar o dr. Cunhal.
À proposição autárquica agora manifestada, soma-se a convenção que V. Exa convocou no sentido de determinar se o partido que superiormente dirige é de direita ou de esquerda. Mais uma vez lhe digo que pela minha parte tanto se me dá como se me deu. Diga o dr. Monteiro que é socialista revolucionário desde pequenino, que - francamente - é para o lado que eu durmo melhor. Mas recorde-se que fez a imprensa eco de notícias que davam conta da sua intenção de se coligar nas anteriores eleições com quem mais se chegasse à frente, sem que tenha o Manuel desmentido as ditas de forma categórica. Para lhe ser franco, nada disto me importa.
Pode V. Exa. estabelecer uma plataforma eleitoral com a Prª Carmelinda Pereira que eu fico na mesma. Mas há, no meio de tudo isto, uma coisa que me irrita e desta tribuna lho confesso. Ao que sei, V. Exa. será dos poucos - senão o único - político teoricamente à direita (independentemente do Assis) que se manifesta contra a Constituição Europeia e que tem acesso à televisão, pelo que será dos poucos que, bem ou mal, faz opinião. E é aí que o seu equilibrismo partidário me assusta.
A partir de Novembro, faça V. Exa. o favor de se coligar com quem mais lhe aprouver. Mas - pela sua saúde e pela nossa independência - esteja lá sossegado até Outubro. Tanto malabarismo pode deitar tudo a perder e já era altura de ganhar consciência das responsabilidades. Faça-nos lá esse favor.
Na expectativa do que for tido por conveniente mandar praticar, aceite cumprimentos sinceros deste seu criado, que se subscreve com elevada estima e consideração,
João Salgueiro defendeu, em declarações à Rádio Renascença, que a única forma de reduzir o défice é trabalhar e produzir mais.
Ora, se esta solução já vem sendo unanimente sugerida há vários anos, por que motivo nenhum governo enceta as reformas necessárias para que se criem condições por forma a que os portugueses efectivamente produzam mais?
Não me parece que seja prudente evitar reformas apenas com a preocupação de reduzir custos eleitorais, porque mesmo sem elas, os governos pouco têm durado...
Enquanto não houver uma real vontade colectiva de superar esta crise e um inequívoco sinal dado pelos nossos governantes e pela oposição aos portugueses, inclusivé com o estabelecimento de pactos de regime em áreas cruciais, continuaremos a fazer esta penosa travessia no deserto ainda por muitos anos.
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Este governo recém-empossado não perdeu tempo e vem já lançar alertas a reclamar novas e urgentes medidas de aperto de cinto.
Esse facto não constitui novidade para os portugueses aos quais os nossos governantes andam há 5 anos a pedir que apertem o cinto.
Com tanta incompetência por parte de quem nos tem governado, para tirar Portugal desta grave crise, não seria o momento ideal para a nossa classe política dar um cabal e moralizador exemplo?
Reduzir o número de deputados e respectivas regalias, encurtar o número de ministérios e secretarias de estado, poderia ser uma boa medida e um eficaz exemplo que partisse de cima.
Estar a pedir sempre aos mesmos que se sacrifiquem creio que já é demais...porque a maioria dos cintos se tem apertado mas outros sistematicamente se alargam.

O CÃO DE FILA tem uma origem obscura, como a de tantas outras raças.
É um excelente guarda e óptimo no trabalho com animais, mantendo sozinho a formação de rebanhos, chamando à ordem qualquer animal discolo.
É desconfiado na presença de estranhos e não admite a menor familiaridade.
As pálpebras caídas não podem ser consideradas defeito, pois são assim por causa da pele flácida, e contribuem para aumentar a aparência "pensativa"do olhar do Fila, característica típica da raça.
Ainda sobre o post anterior quero crer que nestas bizarras tomadas de posição fica bem patente a mãozinha do "competente" inner circle que o acompanha para todo o lado.
São as tais "companhias" que raramente aparecem mas que com estas influências e magníficos conselhos, muito contribuem para os estragos na imagem pública do senhor em questão.
Diria que são os aprendizes (de trazer por casa) de Karl Rover, os tais que não se enxergam, por mais que tentem...

Leiam aqui uma tomada de posição que soa a um incompreensível piscar de olho a Francisco Assis.
Não nos esqueçamos daqueles tempos em que este senhor participava num programa de debate semanal com o candidato do PS, na extinta NTV, para tentar compreender estas afirmações.
Amizades que podem render tacho, independentemente de tanta contradição, até porque este senhor sempre se afirmou como um não socialista, pelos vistos com pouca convicção.
Este namoro ao PS de Assis segue-se àquele que procurou junto do PS de Sócrates, aquando das legislativas, mas sem sucesso, porque não lhe deram troco.
Aliás, já nem sei em que é que ele acredita, se é que acredita em alguma coisa.
O desespero é tão grande, a vontade de protagonismo ainda maior, o novo projecto político em que se meteu um perfeito bluff, que se agarra ao que aparece.
Retenham isto: ainda o veremos nesta campanha eleitoral para a Câmara do Porto a inscrever-se como sócio no FC Porto, desde que isso lhe possa render algo!
Confrangedor...
O Governo socialista já anulou ou alterou, pelo menos, 14 decisões do Executivo liderado por Santana Lopes.
Só espero que estes senhores não passem quatro anos a alterar o que o anterior executivo fez mas que se preocupem também em governar e em criar soluções para resolver os problemas com que nos debatemos.
Creio que foi para isso que foram eleitos.

Esta "estória" do tráfico de influência supostamente levado a cabo por membros da coligação governamental PSD/CDS, começou com o "pequeno" tráfico de influência no célebre episódio da cunha para a entrada da filha do então ministro Martins da Cruz na faculdade de Medicina.
Ora, o curioso é que alguns que agora destilam críticas em relação ao companheiro de outras lutas - Luís Nobre Guedes - são os mesmos que nessa altura defenderam com unhas e dentes, em intervenções televisivas e escritas, Martins da Cruz.
Naturalmente que lhes fica bem agradar à família do patrão, dada a ligação entre a família do ex-ministro dos Negócios Estrangeiros e a Universidade Lusíada, mas também têm de cuidar um pouco melhor da sua coerência.
É certo que de cunhas se podem fazer algumas carreiras políticas e de docência, mas que caramba, este país tem direito a análises políticas sérias.
Assim, nem partidos novos nem partidos velhos lhes valem!
...em tão pouco tempo.
Torna-se verdadeiramente surreal atender à constatação de negócios, manobras e esquemas pretensamente engendrados em tão pouco tempo pelos ministros do CDS no último governo.
Telmo Correia quis viabilizar um projecto turístico do anterior responsável das Finanças do CDS/PP, mas a Câmara de Cascais meteu-se no processo, no qual estava também envolvido o grupo Grão-Pará.
Luís Nobre Guedes foi constituído arguido num processo de tráfico de influências alegadamente relacionado com a autorização de construção de um empreendimento turístico em Benavente, com o envolvimento dos grupos Grão-Pará e Espírito Santo. Aparentemente, esta poderá ser uma situação ainda mais grave devido à possível falsificação de datas agora denunciada.
A gestão de Paulo Portas no Ministério da Defesa está a ser alvo de investigação por parte do Ministério Público e da Polícia Judiciária. Em causa estão contratos e, sobretudo, as contrapartidas negociadas para a aquisição de submarinos e de helicópteros pesados, no valor global de 1,3 mil milhões de euros, podendo haver envolvimento de uma empresa do grupo Espírito Santo.
É curioso como em tão pouco tempo rebentam estes casos nos quais estão envolvidos 3 de 4 ministros do CDS, e como tão facilmente cai por terra a imagem de relativa seriedade, estabilidade e credibilidade, que tinham granjeado face ao parceiro de coligação governamental.
Havendo aparentemente motivo para investigação e eventual condenação, não deixo de pensar que se entrou numa fase de "olho por olho, dente por dente" na vida política portuguesa: tendo nós um novo governo liderado pelo PS e tendo sido vox popoli que na denúncia do envolvimento de altas figuras socialistas no escândalo de pedofilia da Casa Pia, haveria mãozinha de assessores de Paulo Portas...
A minha única dúvida é esta:
Se os partidos não tivessem perfeito conhecimento dos "podres" uns dos outros e não utilizassem essa arma para se intimidarem mutuamente, promovendo um silêncio cúmplice, quantos casos não teriam já transpirado para a opinião pública?
Ao ouvir Paulo Portas afirmar que precisava de formar uma opinião antes de se pronunciar sobre o tema do "tráfico de influências", envolvendo correligionários seus, imediatamente me lembrei do líder que o antecedeu no CDS, o qual veio há uns tempos dizer que tinha ouvido falar, mas que nada sabia, sobre umas pretensas sinuosas negociatas com o PS, visando a aprovação do Orçamento Geral de Estado de um dos governos de Guterres.
A rapaziada que assume funções de liderança lá para os lados do Caldas é mesmo muito distraída...
Apostando em dois candidatos com formação em Filosofia, visando o combate eleitoral em Lisboa e Porto, será que para o Partido Socialista os principais problemas, com os quais essas duas grandes cidades se debatem, são de foro "filosófico"?

Dois elementos da anterior direcção do CDS-PP foram hoje constituídos arguidos.
A Polícia Judiciária procedeu a buscas ao escritório do ex-ministro do Ambiente Luís Nobre Guedes e deteve o advogado Abel Pinheiro.
Em causa está um processo relacionado com tráfico de influências, que envolve um despacho assinado a quatro dias das eleições, que autorizava o abate de 2605 sobreiros, em Benavente.
Parece que no melhor pano cai a nódoa: sempre apresentado como paladino da seriedade e com uma postura de certo modo moralista, com tiques de superioridade, Nobre Guedes parece ter caído na velha tentação.
Seguir-se-ão Portas e Telmo?
Cada vez acredito menos na classe política deste país. É caso para dizer: quanto mais políticos conheço, menos confio neles!
Um Portugal que vive amarrado aos tentáculos de políticos, empresários, empreiteiros, autarcas e dirigentes de futebol, dificilmente terá futuro.
E nós, feitos "papalvos", a pactuar com tudo isto...
José Sócrates mostrou-se receptivo a apoiar uma candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República, face à indisponibilidade de António Guterres, António Vitorino e Jaime Gama.
Ora atendendo a este cenário, mais vale atribuír já a vitória a Aníbal Cavaco Silva. É que até o eleitorado moderado socialista seguramente votará nele, já que assim teremos uma disputa entre a esquerda e o centro-esquerda/centro/centro-direita/direita.
Não sei se é pior apoiar a candidatura de José Sá Fernandes a Lisboa, ou dar liberdade à opção de apoios a candidaturas de PS, PSD e CDS, consoante as autarquias em questão.
Provavelmente é bem pior a segunda...porque em Lisboa ter que escolher entre Carrilho e Carmona será uma tarefa terrível!
Com o anúncio da candidatura de José Sá Fernandes à Câmara Municipal de Lisboa, beneficiando do apoio do Bloco de Esquerda, finalmente se vislumbra a origem das motivações para tantas acções colocadas contra projectos da autarquia.
Se alguém acreditava na pureza de intenções do advogado em questão, desengane-se...
Aliás, onde anda o Bloco, anda "marosca"!
É o desnorte completo.
Filosofando como alguns agora gostam de fazer, diria que é a inutilidade da vacuidade.
Reiteradamente se afirmam como diferentes e sem dúvida que o são. Sem qualquer dúvida, mesmo!

Como é possível que alguém ouse criticar Luís Marques Mendes pelo facto deste ter a coragem de afastar putativos candidatos às próximas eleições autárquicas, desde que estes se encontrem a contas com a justiça, nomeadamente com processos pendentes?
Pôr em causa aquilo que o novo líder do PSD pretende é pôr em causa a sua tentativa de devolver dignidade, credibilidade e seriedade, não só ao seu partido, mas também à vida política nacional, algo por que poucos pugnam.

Espécimes que infelizmente não se encontram em vias de extinção:
POLITIKOSSAURUS SEM VERGONHUS

MICHAEL HOWARD
(Conservatives)
Michael Howard was born on 7 July 1941 in Gorseinon, South Wales.
He was educated at Llanelli Grammar School. At 15, although South Wales was the Labour Party's heartland, Michael Howard joined the Young Conservatives. He continued his studies at Peterhouse College, Cambridge. At University he was President of the Union in 1962.
Michael Howard was called to the Bar in 1964, becoming a QC in 1982 and a Recorder in 1986.
He was chairman of the Bow Group from 1970-1971, and although selected to stand for the Conservatives as early as 1966, it was not until 1983 that Michael Howard became MP for Folkestone and Hythe.
In the 1980s Michael Howard held ministerial jobs at the DTI and DoE, and from 1990-1992 he was Secretary of State for Employment. Howard had a brief stint at the Environment and then from 1993 to 1997 he had his famous period as a right-wing Home Secretary.
When the Conservatives lost the 1997 election to Tony Blair's New Labour, Michael Howard stood for the leadership of the Conservative Party. His bid on this occasion was hampered by his deputy at the Home Office, Ann Widdecombe, saying he had 'something of the night' about him, and he came fifth out of the 5 candidates.
Michael Howard held the post of shadow Foreign Secretary (1997-1999) and he returned to the front bench, under the leadership of Iain Duncan Smith, as Shadow Chancellor (2001-2003).
In November 2003 Howard was elected unopposed the leader of the Conservative Party.
In 1975 Michael Howard married Sandra Clare Paul, a model in the sixties. Michael Howard wooed Sandra with a copy of Scott Fitzgerald's Tender is the Night.
He lists his recreations in Who's Who as watching football (Swansea, Liverpool) and baseball (New York Mets). Michael Howard's favourite record to take to a desert island is '(Everything I do) I Do It for You' by Bryan Adams.

TONY BLAIR
(Labour)
The son of a barrister and lecturer, Tony Blair was born in Edinburgh, but spent most of his childhood in Durham. At the age of 14 he returned to Edinburgh to finish his education at Fettes College. He studied law at Oxford, and went on to become a barrister himself.
After standing unsuccessfully for the Labour Party in a by-election, Blair went on to win the seat of Sedgefield in the 1983 General Election, aged 30.
John Smith died suddenly and unexpectedly in 1994, and in the subsequent leadership contest Tony Blair won a large majority of his party's support.
The Labour Party won the 1997 General Election by a landslide, after 18 years in Opposition. At the age of 43, Tony Blair became the youngest Prime Minister since Lord Liverpool in 1812.
Tony Blair was re-elected with another landslide majority in the 2001 General Election.
He is married to the barrister Cherie Booth QC, and they have four children

CHARLES KENNEDY
(LibDem)
Charles Peter Kennedy was born on 25 November 1959 in Inverness, the son of a crofter.
Charles Kennedy was educated at Lochaber High School in Fort William and then gained an Honours degree in Politics and Philosophy at Glasgow University, where he was President of the Union from 1980-1981. He won the British Observer Mace for University Debating in 1982.
Although Charles Kennedy was to become leader of the Liberal Democrats, his first allegiance was to the Labour Party in the late 1970s, however, Kennedy said: "my political views were influenced critically by Roy Jenkins's landmark Dimbleby lecture" in November 1979.
After graduating Charles Kennedy had a brief stint as a journalist with BBC Highland in Inverness, before going to the States where he spent a year from 1982 to 1983 as Fulbright Scholar and was an Associate Instructor in the Department of Speech Communication in Indiana University.
One wonders if there are a lot of people walking around Indiana with heavy Scots accents!
Charles Kennedy was selected by the SDP for Ross, Cromarty and Skye constituency and gained a surprising victory at the 1983 general election beating off Conservative Energy Minister, Hamish Gray.
Although thought to have been a supporter of David Owen, he was initially the only one of the five SDP MPs to support the proposed merger with the Liberal Party, which eventually took place in 1988.
Throughout his tenure as an MP Charles Kennedy has made regular broadcast appearances in humorous current affairs programmes or segments, like Have I Got News for You, and with Julian Critchley and Austin Mitchell on Radio 4's Today programme (although an interesting footnote is that back in 1986 Charles Kennedy supported an end to the BBC license fee).
Charles Kennedy had a variety of posts with the party before he was elected as the Leader of the Liberal Democrats in August 1999.
In the early hours of 12 April 2005, Charles Kennedy's wife gave birth to a son named Donald James. Charles Kennedy had delayed the release of the Liberal Democrat's manifesto for the 2005 election when his wife went into labour.

Quem quiser saber mais sobre aquilo que defendem as principais forças políticas britânicas, que vão hoje a votos, pode consultar Election 2005.

Paulo Portas vai ser hoje condecorado em Washington com a medalha dos serviços públicos distintos do Departamento de Defesa dos EUA.
A cerimónia vai realizar-se no Pentágono a meio da tarde e vai contar com a presença do secretário de Defesa, o seu "amigo" Donald Rumsfeld.
Com tão elogiados serviços prestados aos EUA aquando da sua passagem pela pasta da Defesa, será que o próximo passo de Portas é o de pedir a nacionalidade norte-americana?
Decerto que muitos portugueses agradeceriam.
Já agora, quais terão sido esses serviços públicos distintos? Como português, gostaria de saber se os mesmos colidiram, ou não, com aqueles que Portas prestou ao seu país. É uma dúvida que tenho...
Corre com muita insistência em algumas estruturas locais do CDS, pela boca de alguns dirigentes, o rumor que se prepara o regresso de Manuel Monteiro ao partido do qual foi líder.
Será que afinal não são aqueles que saíram do PND que vão a caminho do CDS mas sim os que ainda lá estão?
Teria uma certa piada...

Jorge Sampaio anunciou hoje que não irá convocar o referendo ao aborto por «não estarem asseguradas as condições mínimas» a uma «participação significativa na consulta».
Finalmente alguém decide pôr um travão aos devaneios do Bloco de Esquerda e assume que esta não é a maior prioridade com que os portugueses se debatem. Existem outros problemas bem mais graves que exigem respostas rápidas e eficazes, como é o caso do desemprego.
Muito bem!
De uma assentada, Pedro Santana Lopes e o seu indefectível Luís Delgado, desatam a elogiar José Sócrates.
Será que não arranjam uma estratégia mais inteligente para tentar criar problemas a Luís Marques Mendes?
É que esta é demasiado óbvia.

Após ver e ouvir a entrevista de José Ribeiro e Castro no programa "Ora diga lá Excelência", a Eduardo Dâmaso e a Raquel Abecasis, fico com a certeza que a direita e o centro-direita ganharam um líder político que os prestigiará.
Calmo, ponderado, sensato, coerente e objectivo, são os adjectivos que melhor caracterizam a sua postura e a sua linha de pensamento.
Que diferença em relação à "miudagem" que desde 1992 comandava os destinos do CDS...
Fazia falta alguém assim.
Anda aí na blogosfera uma certa moda entre uns rapazitos que gostam de escrever uns recados e umas indirectas, apresentando umas citações e umas divagações filosóficas que roçam a patetice.
É uma moda como outra qualquer...
O que é preciso é que andem entretidos com alguma coisa.
Por que razão vinha este fim-de-semana no jornal Expresso uma notícia referindo que Jorge Coelho tinha garantido, caso Isaltino se candidatasse em Oeiras, que o PS não apresentaria aí uma candidatura forte?
Que devem Coelho ou o PS a Isaltino? Não é este militante MAS do PSD?
Ando intrigado, confesso. Ou se calhar nem por isso...porque talvez até seja fácil de perceber!

Eu, quando choro,
não choro eu.
Chora aquilo que nos homens
em todo o tempo sofreu.
As lágrimas são minhas
mas o choro não é meu.
António Gedeão

Caso Isaltino de Morais decida avançar com a sua candidatura como independente à Câmara de Oeiras, nas eleições autárquicas de Outubro, proponho que peça um patrocínio à Pastelaria Suíça ou à Danone ( Suissinhos ).
Sabemos como as campanhas eleitorais são dispendiosas e sem o apoio do PSD a coisa ainda se torna mais difícil de suportar...
Mas existe sempre a possibilidade de pedir apoio a uns partidos novos que por aí andam e que não se fariam rogados a dar-lho, até porque parece que defendem para essas eleições uma presença pontual que decorra da espontânea vontade de candidaturas locais.
Ora aí está um bom candidato a merecer o seu apoio. Maior espontaneidade é difícil...
José Ribeiro e Castro afirmou hoje que apoia a continuidade de Nuno Melo como líder parlamentar, caso o deputado decida recandidatar-se.
Nada como ter os "telmistas" debaixo de olho...

Mais um texto genial do Professor José Adelino Maltez.
Muitos recados e muitas verdades...
A ler com muita atenção.

A opinião de Henrique Monteiro (no Expresso online):
Na vitória de Ribeiro e Castro no Congresso do CDS/PP devemos saudar a vitória da política pura e desejar maior humildade e contenção nas análises dos jornais.
(...)
O novo líder escusa de constantemente proclamar «Graças a Deus!», como fazia Portas, porque é católico com naturalidade. Escusa de usar fato e colete, porque é conservador com naturalidade. Escusa de pôr o dedo em riste porque a sua autoridade é natural. O que em Portas tem sido pose, em Ribeiro e Castro é um percurso.
(...)
E é precisamente por isto que a sua vitória é a vitória da política no seu estado mais puro e mais íntegro.
(...)
Com o populismo enterrado nos dois partidos do lado direito do espectro, não há qualquer razão que impeça um necessário entendimento com o PS em matérias que devem subsistir para lá do tempo de uma ou duas legislaturas. Também neste aspecto, Ribeiro e Castro é o homem certo para, em nome da ala mais à direita, o poder fazer sem complexos de qualquer natureza.

É tão feio pouco valermos e andarmos sempre em bicos-de-pés, com tiques arrogantes e de pretensa superioridade intelectual!
Será que a maioria daqueles que andam para aí a professar as virtudes do liberalismo (algo que descobriram há pouco tempo) sabem na realidade o que isso é?
Os argumentos que apresentam são tão paupérrimos que se torna penoso lê-los ou ouvi-los...
Cada vez me convenço mais que de convicção nada defendem, limitando-se a escolher, num emaranhado de confusões e equívocos, algo que mais ninguém professa, por uma mera questão de "mercado". Tanto podiam defender isso como outra coisa qualquer.

A ler com muita atenção este belo texto do Professor José Adelino Maltez: Um franco elogio...
Desse desabafo retenho estas frases:
"julgo ser possível, e desejável, que se sarem os equívocos que levaram ao pedido de desfiliação de Manuel Monteiro e de outros fundadores do Partido Popular, face ao Partido de Paulo Portas, grupos que, aliás, nunca integrei.
(...)
Com efeito, houve uma alteração anormal das circunstâncias e, "sic rebus, sic stantibus", neste congresso do CDS de Lisboa, pode gerar-se uma espiral pacificadora que permita o regresso do grupo de amigos fiéis de Manuel Monteiro. Seria, portanto, urgente que se desencadeassem imediatas negociações para a a necessária paz dos bravos, coisa em que, naturalmente, não participarei, mas que ajudaria à clarificação do espaço político da direita portuguesa."
Manual ideológico para um novo partido:
"Somos de direita..não, somos de centro e de esquerda"
"Nem somos de direita nem de esquerda...isso está ultrapassado"
"Somos liberais...ah, mas também somos social-democratas...e com jeitinho conservadores"
"Temos reaccionários mas também acolhemos socialistas"
"Somos a favor da União Europeia...não, não, somos nacionalistas, queremos ver Portugal fora da Europa"
"Defendemos uma economia aberta e livre...ah, mas também somos proteccionistas"

Parece-me um pouco redutor que se queira atribuir aos (aparentemente) recém-descobertos e surpreendentes dotes de oratória do novo líder do CDS - José Ribeiro e Castro - a sua inesperada (?) vitória.
Para além da sua excelente Moção de Estatégia, a qual tive oportunidade de cuidadosamente ler, creio que também não podemos escamotear o prestígio, a experiência política, a visão correcta da realidade e a postura de seriedade de Ribeiro e Castro, e que seguramente pesaram na decisão final.
Retenho as palavras de António Lobo Xavier - que um dia ainda veremos na liderança dos centristas - o qual dizia, antes de se saber quem seria o líder eleito, que a chave para o sucesso neste congresso seria a convicção e a solidez dos candidatos. E nesse aspecto, a maioria dos congressistas deu uma clara resposta sobre qual dos contendores vestiria melhor a pele de líder e trilharia o melhor caminho para o partido.
Não sendo despiciendo que os discursos extremamente bem redigidos e ainda melhor executados, tiveram uma grande quota de responsabilidade no sucesso, creio ser, neste caso, de todo injusto sobrepôr a forma ao conteúdo.
José Ribeiro e Castro ganhou porque era clara e indubitavelmente o melhor!
Ganhou o partido. Ganhou o país.
Miguel Matos Chaves (candidato a líder do CDS):
"Tenho a certeza que vou ganhar este congresso"

Mohammed Saeed Al-Sahaf (ministro iraquiano da Informação):
"We have defeated them. In fact, we have crushed them" (Nós derrotámo-los. Na verdade, nós esmagámo-los)
Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo
Sophia de Mello Breyner Andresen
Será verdade:
Que vários telmistas passaram a ser, no espaço de poucas horas, apoiantes de Ribeiro e Castro, quando sentiram a inevitabilidade dos ventos de mudança?
Que vários dissidentes recentes do CDS fervilham já de entusiasmo e pulam histericamente por um regresso?

Fim do desvio populista, demagógico, extremista e anti-europeísta!
Vitória da DEMOCRACIA CRISTÃ e da memória de Adelino Amaro da Costa.
Derrota da Democracia Liberal.
Finalmente um congresso do CDS urbano e civilizado, sem qualquer clima de guerrilha.

O grande vencedor que foi capaz de derrotar "mais do mesmo".
O que pode, e deve ser, a DEMOCRACIA-CRISTÃ em pleno século XXI?
> Acreditar no Homem como princípio e fim de toda a acção política.
> Lutar pela defesa da vida, da liberdade e da dignidade da pessoa como um todo e de cada pessoa em concreto.
> Promover o exercício da tolerância e da tradição crítica como modelo ideal de organização da sociedade política, porque só delimitando o poder se permite a realização da felicidade individual.
> Fazer a apologia do humanismo-cristão, assim como dar prioridade aos mais fracos.
> Defender com convicção todos os modelos comprovadamente válidos.
> Não alienar a mudança mas antes procurar conciliá-la com a conservação de valores comprovadamente eficazes na geração do bem-comum.
> Considerar a dignidade humana como inalienável.
> Incentivar o mérito, a igualdade de oportunidades para todos, mas também aceitar a diferença nos resultados.
> Subordinar a política à ética.
Esta é, na minha opinião, a base de valores da democracia-cristã, estando plenamente convicto que existe espaço em Portugal para um partido desta área política.

Como cidadão português, sem qualquer militância partidária, gostaria de dispensar algumas palavras sobre o conclave do Centro Democrático e Social (CDS) que tem lugar este fim-de-semana.
Numa fase em que se lambem as feridas resultantes da fatídica noite de 20 de Fevereiro, um dos cinco partidos mais representativos vai a votos. E vai a votos precisamente numa altura em que procura sanar a orfandade resultante da saída do seu carismático líder, Paulo Portas, mas também numa altura ideal para reequacionar tudo e todos.
Este congresso realiza-se após uma derrota eleitoral nas últimas legislativas, muito por força de ter estado coligado com um PSD que se mostrou perfeitamente desastrado no exercício governativo e numa coligação na qual os centristas até acabaram, ironicamente, por dar um exemplo de sobriedade e estabilidade.
Ora, sendo justo agradecer a Paulo Portas o regresso ao poder, transcorridos 20 anos desde a última experiência governativa, impõe-se no entanto um corte. E que corte é esse?
É um corte com o passado recente, com a onda populista salpicada com demagogia, com um discurso por vezes anti-sistema e com algum ziquezaguear ideológico entre direita e quase extrema-direita.
Para assumir o seu lugar de pleno direito na vida política portuguesa, o CDS tem que apoiar um líder que dê tudo por tudo para recolocar o partido no centro-direita, assumindo em pleno a doutrina democrata-cristã, um partido com um discurso para todos os portugueses, e não apenas para franjas do eleitorado (pescadores, reformados, lavradores). Mais do mesmo, será um erro crasso.
Um partido de futuro será aquele que não esquece o seu passado mas que defende com convicção a integração europeia, assumindo sem complexos o lugar de Portugal na União Europeia, dizendo não a tendências federalistas.
Um novo CDS será aquele que recuperar do passado a forte vocação para as questões sociais não hipotecando também a sua condição de partido de quadros.
Avizinham-se assim 4 anos de governação socialista e nada melhor do que aproveitar esse período na oposição para erradicar tudo aquilo que foi feito de errado, consolidar as opções correctas e procurar novas vias.
Como há uns tempos escrevi, se eu fosse militante centrista defenderia:
< Reposicionamento do partido no espaço de centro-direita.
> Eliminação da denominação PP ( Partido Popular ).
> Regresso à defesa dos princípios basilares democrata-cristãos como forma de combater uma sociedade cada vez mais orfã de princípios e de referências.
> Assunção do CDS como um partido convictamente europeísta mas não federalista.
> Valorização da defesa da vida, da liberdade e da dignidade da pessoa como um todo e de cada pessoa em concreto.
> Subordinação da política à ética.
Dando um exemplo da política que se quer cada vez mais pautada por valores e princípios, Luís Marques Mendes começa bem no exercício da sua liderança no PSD.
Ao não dar luz verde à recandidatura de Pedro Santana Lopes e provavelmente à de Isaltino de Morais, às respectivas Câmaras Municipais, Marques Mendes deixa a mensagem que colocará os interesses do partido acima daqueles de grupos ou lobbies que pululam pelo universo laranja.
Parece que a era das vacas sagradas e da política feita com vacuidade está a terminar na São Caetano à Lapa.
Ando muito confuso:
Oiço certas vozes defenderem que se deve saír de um partido com o qual se discorda em questões de fundo e quando este não defende princípios e posições tidas como fundamentais para nós.
Mas por que razão criticam esses mesmos senhores outras pessoas que se decidem desfiliar porque não se revêem na forma e no conteúdo de certos projectos (que não passam disso mesmo) políticos?
Alegra-me que haja no actual CDS alguém que pense com lógica e frieza sobre aquele que deve ser o caminho correcto para o partido.
É reconfortante saber que afinal sempre existe um alto dirigente que tem uma visão correcta sobre os moldes em que a refundação do partido se deve fazer.
Esse dirigente tem um nome e chama-se António Pires de Lima.
Desde que tal via não implique alienar princípios e valores basilares, o futuro é por aí mesmo.
Ah, e este meu comentário não significa que eu esteja a caminho do CDS!
É lamentável que no debate que hoje teve lugar na Assembleia da República, sobre o tema do aborto, em 230 deputados apenas uma voz de sensatez, clareza e ponderação se tenha ouvido: a de Maria do Rosário Carneiro, deputada independente pelo PS, membro do Movimento Humanismo e Democracia.
Condeno que se continue a fazer chincana política sobre um tema tão sensível e tão premente, dirigindo estas minhas palavras tanto às bancadas parlamentares de direita como de esquerda.
Falar e escrever demasiado sobre algo é dar-lhe a importância que efectivamente não tem.
Por aqui me fico!
Não há pior estado de espírito do que aquele que sentimos quando olhamos para trás e concluímos que em determinada fase da nossa vida fizemos parte de algo que agora vemos ser uma perfeita INUTILIDADE.
Se a isso acrescentarmos que andámos rodeados de "aprendizes de feiticeiro" ainda ficamos mais frustrados.
Será possível ser-se monárquico e defender um regime presidencialista? Parece que sim...
Será possível não optar pela Direita ou pela Esquerda, continuando à procura de uma bússola "política"? Parece que sim...
Como já dizia o outro: o que interessa é participar!
Por que será que alguns teimosamente insistem em ver na União Europeia o grande "papão" que nos vai retirar soberania?
Por que será que sistematicamente se esquecem que grande parte da recuperação por nós encetada, a partir da década de 80, face ao terreno perdido em relação ao pelotão de países europeus mais desenvolvidos se deve precisamente aos subsídios vindos da mesma e a todo o apoio que dela recebemos?
Será que o quase insanável atraso político, económico e social, herdado do antigo regime tem sido superado por milagre?
Será que a fundamental disciplina multisectorial que nos tem sido imposta tem partido de dentro do nosso país?
Será que os fundos estruturais foram encontrados debaixo de uma pedra?
Como europeísta convicto que sempre fui só peço que haja um pouco mais de honestidade intelectual e que se evite intoxicar a opinião pública com argumentos perigosamente demagógicos...
Discursos nacionalistas exacerbados tresandando a bafio, e provavelmente pouco convictos, são anacrónicos!
Que alternativa real propõem?
Alberto João Jardim manifestou-se contra a lei de limitação dos mandatos políticos, aprovada pelo Conselho de Ministros.
Para o líder insular, o povo madeirense é que tem o direito de decidir sobre a sua saída da liderança do governo regional, ameaçando ainda não respeitar o que definiu como Lei Jardim:
"Visa-me a mim (...) não me ganham nas urnas querem ganhar na secretaria".
Mas quando é que os ventos de bom-senso chegam àquela ilha? Esta postura de andar constantemente em bicos-de-pés a desafiar tudo e todos terá inevitavelmente que ter fim!
Agora até já se arroga que fazem leis propositadamente contra ele...
As direcções concelhias de Braga e Guimarães aunciaram que apoiarão uma eventual candidatura de Ribeiro e Castro à liderança do CDS.
Passo a passo, o eurodeputado centrista vai reunindo apoios e deixando cada vez menos terreno livre para Telmo Correia, que teima em não avançar.
Que pensará Paulo Portas deste cenário?

Moções a apresentar no próximo Congresso do CDS. Em:
Será possível apregoar a novidade, a esperança e a ruptura, assentando nisso a refundação de "algumas" direitas mais envergonhadas, quando as caras são as mesmas e são as tais que sempre foram coniventes nos bastidores com o status quo, apesar do disfarce propositadamente executado através de um discurso populista e demagógico?
O meu aplauso e total concordância face à decisão deste governo no sentido de avançar com a limitação de mandatos.
Afinal, ao contrário do que algumas mentes mais maldosas escrevem e dizem, parece que este governo sempre decide, e bem!

Nesta primavera há pouco iniciada anda por aí um afã tremendo de congressos partidários:
Uns escolhem líderes;
Outros escolhem ser de direita ou de esquerda;
E outros ainda procuram desesperadamente um líder.
Bem curioso, sem dúvida! Deve ser sintoma da época das alergias...

Faz o que eu digo, não faças o que eu faço!
Leiam mais sobre este impagável , mas muito conveniente, lapso de memória.
Eu quero lá saber que José Sócrates seja licenciado em Engenharia Civil!
Eu quero lá saber que ele seja apenas bacharel!
Eu quero lá saber que haja especulações sobre as suas credenciais académicas!
O que eu quero é que ele seja um primeiro-ministro competente e que tire este país do estado lastimável em que outros o deixaram!
Se fossemos aprofundar o tema das licenciaturas "terminadas" (ou não) à pressa, da falta de habilitações para exercer certo tipo de profissões, das cunhas pedidas, tínhamos muito com que nos entreter...ó se tínhamos!
Os empresários portugueses passam a vida a fazer o choradinho de que ninguém os apoia nas suas tentativas de internacionalização em Espanha .
José Sócrates anuncia que vai dar prioridade ao investimento aqui ao lado, tendo até já determinado que o IAPMEI vai ter uma rede de representações em Espanha, para apoiar as empresas portuguesas neste mercado, e aqui d'el-rey que logo chove todo o tipo de críticas sobre ele.
Entendam-se sobre o que pretendem, caramba, caso contrário este cantinho à beira-mar plantado nunca deixará de ser a "choldra ingovernável" de que já D.Carlos se queixava!
Atendendo ao panorama das oposições que actualmente se nos é oferecido, cada vez estou mais convicto que o eng. José Sócrates se arrisca a 4 anos de governação bem calmos e muito pouco turbulentos.
Vejamos:
O maior partido da oposição está agora entregue a um líder cinzento, por muitos visto como transitório, sem rasgos de grandes ideias ou propostas, nem pingo de carisma capaz de mobilizar as hostes. A favor, tem o histórico de competência enquanto líder parlamentar do PSD. Nada mais.
O CDS, uma vez ultrapassada esta fase de exasperante orfandade, independentemente de quem venha a assumir a liderança, terá que dedicar grande parte do seu tempo e dos recursos, mais a limpar as feridas de 20 de Fevereiro e a encontrar um novo rumo, do que propriamente a gerir uma postura de oposição com vivacidade e com propostas de ruptura. Aliás, a qualidade da sua actual bancada parlamentar, assim como a vontade nula de aproximação demonstrada pelos sociais-democratas, nada lhes auguram de bom.
Do PCP de Jerónimo de Sousa pouco se espera, a não ser o discurso teimosamente repetido em várias legislaturas, claramente vocacionado para a defesa das franjas de eleitorado que ainda sustêm os velhos comunistas portugueses.
Quanto ao BE, se Sócrates persistir numa inteligente aproximação à esquerda, quer a nível de coligações autárquicas, quer na essência das propostas simpáticas a algumas minorias étnicas, raciais e sexuais, conseguirá estrategicamente esvaziar o campo que alimenta o discurso fracturante anti-sistema que Louçã tem explorado e capitalizado como ninguém. Pelo menos até agora.
Em face de tudo isto, o governo socialista tem indubitavelmente preparado o terreno ideal para implementar as reformas e as políticas cada vez mais inadiáveis e cada vez mais prioritárias, por forma a erradicar grande parte dos males económicos, políticos e sociais que nos assolam desde há anos.
Mas como em tudo também aqui existe o reverso da medalha: os argumentos para desculpar José Sócrates e a sua equipa governativa por não conseguirem pôr em marcha 4 anos verdadeiramente reformistas, serão nulos!
É o tudo ou nada!
Tem a palavra o novo primeiro-ministro.
Causa-me uma certa confusão e alguma estranheza que alguns daqueles que andaram tantos anos a jogar dentro de campo ( entenda-se como tal a nossa vida política e o seu respectivo sistema ), com muita ligeireza e alguma leviandade saltem para a bancada, reclamando novas regras, novos árbitros, como se eles próprios não tivessem tantas responsabilidades em relação ao estado a que chegou o "jogo".
Será que o simples facto de mudarem de camisola e passarem a representar equipas mais pequenas que procuram chegar à liga principal branqueia a cumplicidade e o silêncio que durante tantos anos evidenciaram?

É curioso como alguns trocam com tanta facilidade a boa educação, a urbanidade, o bom trato, a disponibilidade e a simpatia, pela acrimónia, pela deselegância e pela acidez, quando pura e simplesmente deixamos de lutar pelas mesmas causas que eles.
Certas pessoas simplesmente não aceitam que os pontos de vista de alguns "evoluam" e que os levem a abandonar princípios e opções agora vistos como errados.
Perdoai-lhes, Charles Darwin!
Acredito convictamente que neste congresso social-democrata a frase mais dita nos corredores será:
SMALL IS BEAUTIFUL!

Em poucas horas já deu perfeitamente para entender onde assentam os objectivos de Pedro Santana Lopes para este conclave laranja:
Vitimizar-se, queixar-se de pouco apoio e de muitas críticas por parte de alguns correligionários, quando era primeiro-ministro, implicitamente criticar e tentar fragilizar Cavaco Silva, por forma a preparar terreno para a sua própria candidatura às Presidenciais de 2006.
Será que a memória do universo laranja é tão fraca como Santana anseia?
Espero que não!
A propósito do congresso social-democrata que hoje arranca em Pombal e no qual, supostamente, se dará a consagração de Luís Marques Mendes, apetece perguntar:
Será que o PSD do próximo líder assumir-se-á como legítimo herdeiro do património ideológico do PPD/PSD de Francisco Sá Carneiro, o qual defendia,
"DIREITA ou ESQUERDA constituem algo como coordenadas de orientação. São exigidas, digamos, pelo próprio instinto.
O homem da direita, o conservador acredita numa determinada ordem de valores superior e transcendente aos indivíduos considerando o Estado como instrumento permanente da conservação dessa ordem.
Vê na liberdade individual uma imperfeição da Natureza (...) acredita na desigualdade dos indivíduos e das raças (...) combate espontaneidade com autoridade" ?
Seria uma pena se a proposta do Movimento Humanismo e Democracia sobre a questão da interrupção voluntária da gravidez, não fosse tida em conta pelo PS, sobretudo porque encerra uma grande dose de sensatez, equilíbrio e razoabilidade.
A proposta das duas deputadas propõe que seja possível o Ministério Público suspender o processo-crime em casos de aborto nas primeiras dez semanas de gravidez, evitando o julgamento das mulheres, desde que estas aceitem participar num programa de acompanhamento.
Nesta fase, em que alguns partidos de esquerda demonstram tão frenética e tão apressada posição face a essa questão, a proposta do MHD vem na melhor altura.
Mário Soares disse ontem que devido a compromissos por si assumidos, mas não especificados, não poderia aceitar o convite de Jorge Sampaio, feito aos seus dois antecessores, para se deslocarem ao funeral de João Paulo II no Vaticano.
Caramba, parecendo uma desculpa esfarrapada, não quero acreditar que a Loja Maçónica à qual pertence Soares, ficasse assim tão melindrada com a sua ida ao Vaticano!
Hoje fiquei boquiaberto ao ouvir na televisão a "jovenzinha" Ana Drago pronunciar-se em bicos-de-pés, de forma absurda, sobre a morte de Sua Santidade.
Teve a deselegância, a insensatez e a arrogância de atribuír a posições e convicções assumidas por João Paulo II, a causa de inúmeras mortes aludindo às questões do aborto e do uso do preservativo.
Lamento que nesta hora triste para o mundo católico, e não só, não haja o devido respeito perante uma das mais marcantes figuras do século XX.
Se ainda houvesse dúvidas sobre o radicalismo e o absurdo de certas posições adoptadas pelos bloquistas, as mesmas ficaram hoje desfeitas.
A algumas pessoas não deveria ser colocado um microfone à disposição por forma a sermos poupados a ouvir tamanhos disparates.